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  TUTANCÂMOM

 

O faraó esquecido mais  famoso

 

>> Nessa viagem Caio Zip acaba perdido no deserto perto do Vale dos Reis E SEM MEMÓRIA. Onde será que ele vai parar? <<

 

 

 

Tut-ankh-Amon  - Imagem Viva do Deus Amon

               

 

  

Trecho do livro 

Caio Zip em: Tutancâmon

Escrito por Regina Gonçalves

          

 

E, então, meu caro protegido, você ainda não me disse seu nome.

- Eu não me lembro. Eu não sei quem sou, nem de onde venho. - respondeu Caio.- Estava quase me lembrando quando a chata da mulher gritou... Droga! Mais um pouquinho, e conseguiria me lembrar. Desse jeito vou ter que continuar usando o nome que Jamal e Hanset me deram.

- E qual é ? - interrogou Carter.

- Haj – murmurou Caio.

- Muito conveniente essa sua falta de memória – suspeitou o dono da venda. - Que tal mudarmos seu nome pra ladrãozinho?

- Pare com isso! – revoltou-se o inglês que se levantou  pensativo. Em seguida, virou-se para Caio. - Aposto que você está desesperado por ter perdido sua memória.- foi supondo Carter, enquanto andava de um lado pro outro. - Que qualquer lembrança que tiver, por menor que seja, você tentará agarrá-la custe o que custar. Que se sente extremamente vazio e a angústia o está devorando por não saber quem é ou como foi o seu passado... Você sente uma grande dor, um tormento com isso. Enfim, acredita que ninguém sente sua falta e que está abandonado no mundo. Começa a acreditar que se não lembrar de seus erros no passado, poderá cometer os mesmos erros no futuro... Que vai ter que começar do zero – Carter se aproximou do rapaz cabisbaixo e falou num tom acalorado. - Que coincidência, meu caro jovem! Eu também estou procurando o passado.

- Como? - Caio ficou perplexo. - Não entendi. Vai me dizer que você perdeu a memória também? Tá debochando de mim, é?

- Caso você ainda não tenha presumido, meu amigo, eu sou um arqueólogo. E, como todos os meus colegas, passo a vida à procura de lembranças. Procuro toda espécie de pistas, sejam elas grandes ou pequenas. Dedico-me a investigar, a procurar por antiguidades, por civilizações esquecidas. Em suma: farejo o passado e, quando o desenterro, tenho o prazer de sentir o conhecimento da humanidade em minhas mãos. Eu as arranco do silêncio fazendo com que contem sobre o nosso passado e assim desvendo quem somos e como será o nosso futuro.

- Mas como alguém pode saber o futuro estudando o passado?

- Fácil, meu caro rapaz. O passado revela nossas origens. Os erros e os acertos dos povos antigos nos dão experiência. E como a história tende a se repetir, saberei qual o futuro que nos espera.

- E eu nunca entendi por que você teima em procurar esse passado naquele vale – desabafou o egípcio.- Você já sofreu tanto com esse trabalho. Por que você não desiste e procura em outro lugar? Aquela região já foi mais que remexida. Dúzias de cientistas já estiveram na sua área de escavação. O Vale dos Reis está com os dias contados. Todo mundo sabe disso.

Carter apoiou seu braço nas costas de Amir e argumentou.

- Você já pegou alguma vez um livro, uma história sobre um crime, e ficou bem empolgado com a trama? E quando estava prestes a desvendar toda história... Quando vai, finalmente, saber quem é o assassino, por que matou, como aconteceu, o que vai acontecer com o herói... Somente nesse momento é que se dá conta que está faltando exatamente a página com todas as respostas? – o dono da venda se silenciou, bem contrariado.- Pois é, Amir, é assim que me sinto. Nesses últimos anos, tenho andado muito aflito, com o mistério que está enterrado naquele vale.

- Aflito? – aborreceu-se o dono. - Aflito, estou eu com minhas vendas. Você está obcecado.

- Está bem! Está bem! Eu admito. Mas eu preciso decifrar o enigma que já dura mais de 3.000 anos e eu sei que estou muito próximo de solucioná-lo. Não! Eu não vou sair de lá sem a resposta. De jeito nenhum.

- Por Alá em Sua sabedoria, eu desisto. Você não tem mais jeito, Carter. – ralhou Amir que nervoso acabou derrubando o prato vazio. – Por Alá! Que desordem está isso aqui.

- Bem! – o cientista consultou um relógio de bolso. – Tenho que voltar pro acampamento. Gostaria de uma carona, Haj?

- Ei! Esperem aí – interrompeu o egípcio, segurando o ombro de Caio. - Quem vai pagar por todo esse estrago?

- Eu pago, seu velhaco ranzinza! – destratou Carter pegando um chapéu branco em cima do balcão. - Pode botar na minha conta. Haj vai pagar trabalhando pra mim. Estou sempre precisando de gente pra ajudar nas escavações. O que acha, Haj?

- Alá sobre ti, meu amigo ingênuo. “Pai dele, alho; mãe, cebola. Como pode ele cheirar bem?” Esse garoto lá sabe o que é trabalho duro? Ficar o dia todo enfurnado naquela areia?

Carter apoiou-se na parede e cruzou os braços.

- Se os pais de Haj não cheiravam bem, eu não sei. Mas o meu faro não me engana. Esse garoto é de uma boa safra.- Amir ficou bronqueado com a resposta e foi para o fundo da loja e Carter, sem se importar com a saída do velho amigo, voltou-se para o garoto indeciso. - E então, meu caro, você vai trabalhar pra mim ou será que prefere ficar aqui e se ver com o pessoal da cidade?