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Koseritz é um dos personagens 

 

de "O TEMPO E O VENTO - o Continente"

 de Érico Veríssimo

 

Veja  trecho  AQUI

 

    

 

 

 

 

               

 

 

JÁ À VENDA NA

                   

    

Dom Pedro II e o Jornalista Koseritz

 

>> Na vastidão do mar brasileiro vem acontecer o 

encontro de Caio Zip com o jornalista alemão Koseritz

Unidos, eles estão envolvidos numa grande missão: 

uma entrevista exclusiva com Dom Pedro II  <<

 

Escrito por Regina Gonçalves e Regis Lima de Almeida Rosa

 

 

               

 

 

 

 

Quem foi

          Carlos Koseritz ?

 

   

          

  Trecho do livro 

Uma conversa animada com Chiquinha Gonzaga, Machado de Assis,Cruz e Souza e muito mais.

 

 

 

                                         (...)

       – Como está, nobre Koseritz? – saudou um homem com um longo cavanhaque, trajando um terno claro.

      – Pra variar, Machado, só o nome de batismo e os meus anseios continuam nobres. E como tem passado? Continua no jornal?

     – Por ironia do destino, agora sou oficial de gabinete do ministério da Agricultura. – lamentava Assis, um homem de pele bem morena que trajava um terno cinza. Os pequenos óculos sem hastes custavam para se manterem na ponta do pequeno nariz daquele amigo do jornalista. – Pra garantir o meu sustento, – disse ele. – veja só, virei um burocrata.

       – Mas o nosso Machado de Assis aqui continua escrevendo, – completou Antunes, um branco de olhos castanhos e corpo robusto, segurando firme os braços de Assis. Em seguida, Antunes soltou o amigo encabulado e acomodou-se numa cadeira perto de Caio. – Pode ficar tranquilo que Machado ainda está bem afiado. O pessoal lá da repartição o adora, assim como eu. Já leram o Brás Cuba?       

       – Ah, sim!– Koseritz estava sorridente. – Encontrou o seu estilo, não é Machado?

     – Tomara que sim, meu amigo. Tomara. – finalmente o encabulado sentou-se ao lado do alemão. – Não sabe como é difícil fazer algo tão diferente. As reações dos leitores têm sido tão variadas. A única pessoa que me conforta nesses momentos é a minha senhora, a minha Carolina.

      – Também pudera, meu estimado escritor – prosseguiu o alemão, servindo-se de um bolinho de bacalhau. – Um morto contando sua vida é muito criativo, na minha humilde opinião.

    A conversa foi diminuindo quando o grupo notou um homem acompanhado por uma moça entrando na confeitaria. Com um olhar desafiador, o desconhecido cumprimentou a todos de longe, empunhando uma elegante bengala de madeira com um cabo de ouro.

   – Quem é ele? – Caio estava curioso, pois os amigos, especialmente Koseritz estavam visivelmente incomodados.

    – É Apulcro – respondeu Chiquinha irritada. – Ele é o dono daquele pasquim, o famoso Corsário, que vive publicando escândalos, a maioria deles inventados, arrastando, assim, nomes de muitas famílias na lama.

     – E isso, eles chamam de imprensa – chateou-se o jornalista. – Aqui no Rio, a maioria dos jornais não leva a sério o trabalho da informação. Eles fazem muita pilhéria... Como adoram uma fofoca.

     – Você já viu a última caricatura do Imperador, do Raphael Bordallo? – Antunes já se servia de uma garrafa de cachaça trazida pelo garçom e de um bolinho de aipim.

     – Do Bordallo?

     – O que criou o Zé Povinho. O monarca é sua vítima favorita. Lembra das caricaturas das eternas viagens que D. Pedro faz ao exterior?

     – Sei!

   – Pois bem! Ele desenhou o Imperador vestido como um republicano, escondendo nas costas o manto e, ao seu lado, o cetro e a coroa jogados numa cadeira.

    – Como se não bastassem as enchentes causadas pelos temporais, o Rio é inundado por tablóides que abusam da liberdade de imprensa defendida pelo Imperador. O estômago estragado do Zé Povinho não suporta o cozido da doutrina. Gosta mais da pimenta forte do escândalo, do tempero picante da malícia. Por isso jornais como o doutrinário da grande imprensa, o Cruzeiro, foram-se depois de uma profunda doença, que já matou tantas pequenas folhas, e que se chama falta de papel. Jornais como o Corsário têm sempre papel de imprensa, pois eles conseguem muito dinheiro.

     – É, como esses diretores de jornal ficaram ricos! – reclamou Souza. – Esse Apulcro me deixa louco de raiva. Perdi meu lugar num jornal sério e esse miserável, vivendo de escândalos e cercado de luxo. Soube que ele foi ameaçado de morte e até depredaram uma de suas tipografias. Aposto que se ele continuar acabará morto.

    – Continua deixando fluir a emoção em primeiro lugar, não é Souza? – disse Assis que, apesar de estar sóbrio, ficou empolgado e embriagou a todos com sua prosa. – Sejamos justos, meus amigos, com a natureza humana. Virtudes inteiriças são invenções de poetas e no dia em que a natureza se fizer comunista e distribuir igualmente as boas qualidades morais, a virtude deixa de ser uma riqueza. – Assis tomou um gole da cachaça do amigo Antunes e voltou-se para Souza. – Você deveria aprender que o único jeito de semear nossas ideias e termos os nossos direitos colhidos é sendo um bom plantador que rega as mentes sedentas pelo saber.

     – Cada um luta do jeito que sabe – disse Chiquinha, servida de um pastel. – Você e Souza defendem as ideias abolicionistas de modos distintos, mas cada um tem o seu valor.

    – Mas eu sei que você também apóia a abolição. – sorriu Antunes.

    – Luto vendendo minhas partituras em troca da alforria de alguns, faço o que posso para protestar perante esse nosso inerte governo.

    – Minha Chiquinha Gonzaga, – interferiu o alemão. – o pessoal do governo só entende de ganhar e gastar valores. O único jeito de fazê-los aceitar a abolição é mostrar que hoje em dia não se ganha com o uso de escravos. É mostrar que os outros países já estão investindo nas indústrias e assim ganhando lucros e mais lucros. Enfim, temos que mostrar como eles são uns verdadeiros alienistas, não é, Machado?

    – Ao vencedor, as batatas! – bradou Assis com o braço erguido como se estivesse a segurar uma espada.

   - O que isso significa? – indagou Caio, olhando Assis que se voltou ao jovem e devagar foi desarmando-se em um sorriso

   - Estou a escrever a continuação das Memórias Póstumas de Brás Cubas, meu caro, que deve sair em capítulos pela revista Estação. Acho que se chamará Quincas Borba.  Quincas é um homem que criou uma filosofia: “Humanitas", princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível. Nesse meu novo livro tem um trecho que estou a trabalhar para exemplificar as teorias desse meu filósofo doido. Uma guerra! Duas tribos que se encontram, frente a frente, perto de uma plantação de batatas que só dará para sustentar uma delas. É a luta pelas batatas. Pela sobrevivência. A tribo que vence, ganha as batatas.

     - A vida é uma plantação de batatas. – filosofou Caio.

    - Onde só os mais fortes sobrevivem e os fracos e ingênuos são manipulados e aniquilados. – disse Koseritz.

    - É mais do que isso, meu amigo. – entusiasmou-se Assis.– As batatas mal dão para alimentar uma das tribos, mas mesmo assim essa tribo adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a preservação. Uma das tribos aniquila a outra e colhe os despojos. Daí a alegria da vitória e todos os demais efeitos das ações bélicas. A guerra é isso: o motivo real por que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso e por que nenhuma pessoa glorifica uma ação que a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

     – O jeito então era não chegar a essa situação. – disse Caio pegando o copo. – De qualquer forma, acho que devíamos unir as tribos e plantar mais campos de batatas.

    – Isso não existe. – frisou Assis sem se exaltar. – Uma tribo sempre acaba subjugando a outra.

      – No nosso caso – completou Koseritz. – acho que o mal ainda não está totalmente feito devemos plantar mais ideias contra a escravidão não só do corpo como do espírito o mais rápido possível. – resumiu Koseritz. – Acho que deveríamos tentar evitar chegar a uma guerra declarada.

      – Ah, está inspirado? – riu Assis olhando para Koseritz.

      – Só inspirado. Nunca terei sua alma de poeta.

      – Não creio que precise de alma de poeta neste caso e sim de alma humana e isso você tem de sobra.

      – E como então define a alma humana, meu caro Assis?

      – Eu diria que a alma é uma casa de pensão. Cada quarto abriga um vício ou uma virtude. Os bons são aqueles em que os vícios dormem sempre e as virtudes velam, e os maus... São as botas na frente da porta. Mas, botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar.

      

                                                  (...)

 

Veja TRECHO DA ENTREVISTA COM   D. PEDRO II

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Leia os Pensamentos de Koseritz sobre Economia Nacional  CLIQUE AQUI 

 

 

 

 

Ouça Heródoto Barbeiro entrevistando

Regis Lima De Almeida Rosa

 um dos autores do livro

D. Pedro II e o jornalista Koseritz

 

 

 

   

 

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REGINA GONÇALVES

   REGIS LIMA DE ALMEIDA ROSA

 

 

 

 

 

             

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  Música nesta página de Chiquinha Gonzaga "O Corta-Jaca".

Chiquinha nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de outubro de 1847. Compôs as músicas de 77 peças teatrais, tornando-se responsável por cerca de 2000 composições. Ficou famosa até os dias de hoje ao compor "Ó Abre Alas", de 1899, a primeira marcha carnavalesca que se tem notícia.

                                    

  PARA PEDRO II  

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