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Koseritz é um dos personagens 

 

de "O TEMPO E O VENTO - o Continente"

 de Érico Veríssimo

 

Veja  trecho  AQUI

 

 

    

 

 

 

 

                   

 

 

   

     Dom Pedro II e o Jornalista Koseritz

 

>> Na vastidão do mar brasileiro vem acontecer o 

encontro de Caio Zip com o jornalista alemão Koseritz

Unidos, eles estão envolvidos numa grande missão: 

uma entrevista exclusiva com Dom Pedro II  <<

 

Escrito por Regina Gonçalves e Regis Lima de Almeida Rosa

 

 

Abaixo um trecho do livro D Pedro II e o jornalista Koseritz mostrando:

 

 

Os Pensamentos de Koseritz

sobre Economia Nacional

 

 

Quem foi

          Carlos Koseritz ?

 

   

          

 

Koseritz lutou com todo vigor em prol da imigração europeia para o Brasil. Queria, todavia, imigrantes colonos e não braços para as lavouras dos latifundiários. Pretendia estender a todo o Brasil o benefício da propriedade convenientemente parcelada, como já se via no sul do país. Daí a sua posição contra a imigração chinesa que, em 1883, os fazendeiros paulistas estiveram a ponto de conseguir como uma forma de transição entre a escravatura e o trabalho livre.

Dono de um saber enciclopédico, Koseritz publicou cerca de trinta obras, nas mais diferentes áreas de interesse, consistindo de romances, poesias, livros de viagens, ensaios, estudos de geografia, história, antropologia, etnologia, linguística, economia e filosofia. Seus artigos na imprensa de língua alemã o fizeram o líder político mais importante dos alemães e seus descendentes no sul do país.

Koseritz se interessava muito pelos temas econômicos e foi influenciado pelas obras dos maiores economistas do século 19. Em 1870, publicou seu livro “Resumo de Economia Nacional, especialmente aplicado às circunstâncias atuais do país”, um dos primeiros livros de economia do Brasil, em que adaptava as ideias daqueles grandes economistas às condições brasileiras. Escreveu esse livro porque acreditava que:

 “A maior parte dos sofrimentos da humanidade teve origem na ignorância absoluta ou no conhecimento imperfeito das leis da economia política. Esclarecer o povo sobre os dogmas desta ciência, que é quase uma religião, deve ser o maior empenho da imprensa

No “Resumo de Economia Nacional”, Koseritz mostra-se adepto do pensamento liberal favorável aos princípios do livre mercado, mas com adaptações, pois admitia que o Estado interviesse na economia e incentivasse temporariamente indústrias nascentes, principalmente as indústrias de base. Mostrou-se contrário ao sistema protecionista pura e simples; acreditava que o protecionismo em determinado setor, via altos tributos sobre a importação, não deveria prosperar se não fosse claro que haveria vantagens para o país, e que isso não seria feito apenas para dar privilégios a uma determinada classe. Acreditava que o próprio Estado deveria desenvolver certas atividades industriais no país, mas tão logo a iniciativa privada estivesse em condições de assumir, o Estado deveria retirar-se, pois não poderia produzir de forma tão eficiente como a iniciativa privada. O ponto fundamental para Koseritz, o essencial para a economia brasileira, seria a constituição de um sistema financeiro nacional que apoiasse a produção com crédito amplo e barato, e essa deveria ser a principal preocupação do governo. Conciliava, assim, os princípios liberais com a ideia de um Estado indutor do desenvolvimento econômico nacional. A seguir, reproduzimos alguns trechos do livro:

 “Partilhamos essa opinião: ensino público gratuito e obrigatório é a melhor garantia de progresso, logo que a par dele haja absoluta liberdade para o ensino particular. (...)

O estabelecimento de academias, de museus, bibliotecas, etc., é também de inegável competência do Estado e da maior importância para o progresso das nações, e tais instituições não podem proficuamente nascer da iniciativa particular, que costuma dividir-se.

Outras muitas coisas não se fariam sem a intervenção do Estado, como sejam a colocação de faróis, explorações científicas, garantia à propriedade intelectual, etc.

Deixamos, pois, provado que em assuntos militares e de instrução pública, assim como em mais alguns, é a intervenção do Estado não só de incalculável vantagem, como também de imprescindível necessidade. Mas não é menos verdade que o Estado pode levar a sua tutela ao ponto de peiar a marcha progressiva da nação e tornar esta mais lenta do que seria sem intervenção alguma do governo.(...)

No Brasil dá-se pouco ou mais a mesma coisa: o Estado intervém em muitas coisas que não são de sua competência e aleija a marcha progressiva da nação com uma imensidade de regulamentos e minudências, que quanto antes devem ser postos de lado. (...)

Posto isso diremos que, contudo, aceitamos em tese o axioma de que o governo não se deve intrometer em todos aqueles assuntos econômicos que podem ser confiados à iniciativa particular, porque a tutela com demasia exercida pelo governo acostuma o povo a esperar tudo do Estado e torna-o indolente. Além disso, sendo materialmente impossível que o estado corresponda a tão injustas quão exageradas exigências, acumula-se um elemento de descontentamento em permanência, que paralisa a atividade da nação. (...)

A atividade produtiva do governo também deve evitar o escolho que acabamos de indicar. Ele cumpre a sua missão, aumentando o crédito do país, concedendo a garantia de pronta e eficaz justiça aos credores; ele a cumpre aperfeiçoando a estatística, promovendo a construção de estradas, canais e vias férreas, o estabelecimento de escolas agrícolas e industriais e mandando estudar pelos seus cônsules em países longínquos, seus mercados e as conveniências que ofereçam ao comércio; ela a cumpre, contribuindo para que se divulgue o uso de boas máquinas, o emprego de novos processos na indústria e na lavoura. A isso, porém, deve em circunstâncias normais limitar-se a intervenção do governo. Em relação a canais e vias férreas já pode com razão duvidar-se, se não da competência do Estado, pelo menos da conveniência de serem feitos tais trabalhos por conta dos governos. Somos de opinião que isso só deve acontecer em países novos, cujos povos ainda não atingiram o grau de progresso em que se desenvolve a iniciativa particular para tal efeito. É assim que o governo do Brasil fez bem, mandando construir a estrada de ferro D. Pedro II, porque com esse passo provocou todas as demais empresas particulares de viação férrea. Desde que a iniciativa particular desperta, desde que aumenta o capital nacional, começando a procurar emprego na indústria, deve cessar a iniciativa do Estado, que quando muito poderá limitar-se a garantir juros aos capitais particulares que procurem semelhante emprego. A razão é óbvia, o interesse particular é melhor zelado, os empresários produzem mais barato que o Estado, e ordinariamente melhor. 

Aos caminhos de ferro e canais devem ser concedidos privilégios, como é intuitivo, porque sem essa garantia ninguém os construiria. A garantia de juros é uma necessidade logo que se trate de capitais estrangeiros, e o sacrifício não é grande, porque esses capitais levantados no país já não estão nesse caso, porque o capital da terra não aumenta e o Estado se impõe um sacrifício que só raramente aproveita a todos os contribuintes.

Admitimos também que o Estado explore por conta própria minas que ofereçam no futuro grandes e seguros lucros, mas que no princípio não compensem o capital empregado. Havendo, porém, capitais particulares que procurem esse emprego, deve o governo retrair-se, porque, como já dissemos, produz o Estado sempre mais caro que os particulares, visto que tem de entregar a gerência a empregados assalariados, cuja capacidade nem sempre pode ser bem averiguada e que – não tendo parte nos lucros e apenas ordenado fixo – jamais empregarão o mesmo zelo e a mesma atividade dos próprios empresários, cuja existência e fortuna dependem do bom êxito da empresa.

Acresce mais que o Estado é mau concorrente para os particulares, porque, prosperando os seus estabelecimentos ou deixando de prosperar, sempre há dinheiro para acudir às despesas, com que paralisa a especulação particular.

 Em países novos, como o nosso, pode o Estado alargar um pouco a esfera de sua intervenção produtiva na indústria, introduzindo a expensas suas um ou outro ramo de fabricação que a iniciativa particular não queira explorar, não obstante ser de notória conveniência e propriedade. Aclimatando-se o respectivo ramo, deve o Estado abrir mão dele, cedendo o lugar à iniciativa particular. O mesmo princípio regula quanto aos bancos, em países que ainda não tenham instituições bancárias pode o governo dar o exemplo, na certeza de que logo que seja possível deve também ceder espaço à especulação particular, porque o crédito concedido pelo Estado não pode ser barato como o concedido por particulares.”

                                              Trecho do livro Resumo da Economia Nacional

                                                              (...)

 

 

 

Veja  AQUI  um OUTRO trecho do Livro Dom Pedro II e Koseritz 

 

 Uma conversa animada com Chiquinha Gonzaga, Machado de Assis,Cruz e Souza   e muito mais.

 

 

Veja  TRECHO DA ENTREVISTA COM   D. PEDRO II

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Ouça Heródoto Barbeiro entrevistando

Regis Lima De Almeida Rosa

 um dos autores do livro

D. Pedro II e o jornalista Koseritz

 

 

 

 

 

 

 

    

 

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