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U-BOAT
507


Esse submarino foi construído
por Deutsche Werft AG em Hamburgo em 1941e esteve sob o comando de
Korvettenkapitän Harro Schacht.
Em maio de 1942,
o U-507 foi o
primeiro submarino alemão a entrar no golfo de México. Durante sua
carreira, U-507 foi enviado a quatro cruzeiros do combate durante o
quais afundou 19 navios que pesavam um total de 77.000
toneladas.
U-507 foi destruído por cargas de profundidade de
um Catalina - um hidroavião bimotor bombardeiro/patrulha - da
Marinha dos EUA. próximo a Natal, Brasil em 13 de janeiro de 1943. Todos os
54 membros do grupo - incluindo o oficial comandante, Korvettenkapitän
Schacht - foram dados como mortos.
15
de agosto de 1942
NAS
ÁGUAS BRASILEIRAS
Ataque
no mar do nordeste leva o país a declarar
guerra contra o Eixo - Um único submarino alemão
afunda cinco embarcações e vitima quase 600 pessoas -
Ataques realizaram-se em curtíssimo intervalo de tempo.
Em
menos de oito horas, o U-507, afundara três embarcações brasileiras
e matara 541 homens. O país ainda abalado com a tragédia sofreu
ainda mais quando soube que o voraz submarino voltou à carga.
Antes
desse agosto negro de 1942, 13 navios brasileiros já haviam sido
afundados na batalha que as embarcações germânicas travavam desde
que o presidente Getúlio Vargas cortara relações diplomáticas
com Hitler, Benito Mussolini e Hiroíto - decisão anunciada em
28 de janeiro de 1942. No total, os danos tinham causado a morte de
cerca de cem tripulantes - apenas sete passageiros pereceram. Getúlio
Vargas, considerando as ocorrências casualidades inerentes ao
contexto internacional, preferira não tomar medidas mais drásticas.
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No
dia 7 de agosto de 1942, Doenitz tomou uma decisão que mudaria
a História Contemporânea do Brasil: o U-507 recebeu por rádio
a mensagem para usar “manobras livres” ao longo da costa
brasileira. De modo que o submarino comandado pelo capitão de corveta
Harro Schacht, afundou cinco navios brasileiros de cabotagem
nos litorais da Bahia e Sergipe, acarretando a morte de 652 pessoas,
inclusive de mulheres e crianças.
Baependi
Atacado
por 2 torpedos seguidos por bombordo sem dar tempo para
evacuação
Para
se ter uma idéia da dimensão da atrocidade praticada pelo U-507,
somente uma baleeira do Baependi (o qual, segundo o
depoimento de um radiotelegrafista, o navio afundou “com o espaço
de um e meio minuto”), atingiu a costa no dia seguinte, com 28
sobreviventes. E apenas oito náufragos, agarrados em destroços de
madeira, lograram alcançar a terra dois dias após o ataque.
Portanto, das 305 pessoas que estavam a bordo do famoso navio do Lloyd
Brasileiro, pereceram 269.
Já
entre os 142 ocupantes do Araraquara (o qual demorou
cinco minutos para afundar), 131 morreram. Tanto pior, ocorreu com o Aníbal
Benévolo (perdeu-se em dois minutos), pois morreram todos os
seus 83 passageiros e apenas quatro, dos 71 tripulantes, sobreviveram.
Foi uma matança sem igual, porquanto até fins de julho de 1942, a
Marinha Mercante brasileira de longo curso, que tinha perdido treze
navios, totalizava 135 vítimas fatais.
Os
massacres cometidos pelo U-507 provocariam grande consternação
entre o povo brasileiro. A indignação pública foi geral. Em várias
cidades houve violentas manifestações populares contra súditos do
Eixo e suas propriedades. Tanto o governo autoritário do Estado Novo
quanto a opinião pública que vivia manietada pelo DIP, consideraram
indispensável uma reação. O Brasil seria lançado definitivamente
na Segunda Guerra Mundial.
Fonte
baseado no artigo elaborado pelo autor Elísio Gomes Filho
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Elísio
Gomes Filho é historiador naval, autor de livros sobre tragédias
marítimas e foi fundador do Museu Histórico Marítimo do Cabo Frio.
Suas pesquisas vieram elucidar o caso do desaparecimento do
barco de pesca “Changri-lá”, sobre o qual veio descobrir que foi
atacado pelo U-199 em julho de 1943.
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