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Impressão: nascer do sol - Claude Monet
Em 1874 preparava-se, no estúdio do fotógrafo Nadar, em Paris, uma exposição de pintores jovens, insatisfeitos com o clima restrito e acadêmico da pintura oficial.
Edmond Renoir, irmão de um deles, foi o responsável por preparar o catálogo da exposição e, foi ele que apresentou uma tela de Monet com o nome Impressão: Nascer do Sol.
No dia seguinte, um crítico do "Jornal Charivari" falava ironicamente do acontecimento, tachando-o de "exposição dos impressionistas". Nascia, assim, uma denominação que se tornaria famosa no mundo todo: O IMPRESSIONISMO.
Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente cores puras justapostas, geralmente sem misturá-las, os impressionistas buscavam obter o piscar do momento da luz e da sensibilidade.
Outro
fator de grande importância contribuiu para modificar a maneira de os
pintores representarem o mundo foi a FOTOGRAFIA. Através dela, é
possível obter a reprodução fiel e objetiva da realidade. Até esse
momento, a arte estava tentando aproximar-se o máximo possível de uma
representação realista, mas essa intenção é frustrada pelo novo
invento.
Como movimento organizado, o Impressionismo durou de 1874 a 1886, Participaram nada menos de 30 pintores, a saber: Astruc, Attendu, Béliard, Boudin, Bracquemond, Brandon, Bureau, Cals, Cassatt, Cézanne, Colin, Debras, Guillaumin, Latouche, Lepic, Lépine, Levert, Meyer, Molins, Monet, Morisot, Mulot-Durivage, De Nittis, os dois Ottin, Pissarro, Renoir, Robert, Rouart e Sisley.
Muitos de tais artistas acham-se hoje esquecidos, como Astruc, Cals e outros, ou relegados a discreto segundo plano, como Lépine e Guillaumin. Outros, contudo, entre eles Cézanne, Monet, Morisot, Pissarro, Renoir e Sisley, podem ser tidos entre os pintores mais ilustres do século XIX. Apesar de combatida pela crítica e pelo público da época, que os considerava ignorantes das regras tradicionais da pintura, hoje, é reconhecida como a mais bela, a mais iluminada experiência da arte.
Emile Zola, um
grande escritor e jornalista da época, amigo de infância de
Cezanne, foi um dos grandes alicerces
a esta inovação da arte. Ele escreveu inúmeros textos
divulgados na imprensa parisiense, defendendo as obras de Manet,
aclamando a arte realizada pelos impressionistas como a mais moderna
da época.
Com esse conceito revolucionário, o Impressionismo abre, definitivamente, um horizonte sem limite a arte moderna.
- As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
O impressionismo alastrou sua nova visão em outras formas de arte.
A própria escultura deste período também pode ser considerada impressionista, já que, de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de concretizar o que sentiam e não o que viam. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo. Agora atentavam-se a desnudar a fria pedra para revelar uma alma a verdadeira interpretação do artista com relação a vida .
Não é o tempo de Camille Claudel escultora francesa, 1864-1943 A aluna de Rodin que acabou por fascinar o mestre por seu talento, por sua beleza e seu caráter apaixonado. A entrega da artistas está em cada toque de suas talentosas mãos em suas obras. Seduzem o grande escultor, com quem Camille viveu uma ligação tumultuada. Abandonada por seu amante, rejeitada pela família, Camille entra pouco a pouco na loucura. Mas o tempo custou, porém acabou por lhe fazer justiça e sua obra agora nos fascina e seduz. Sua forte personalidade, sua intransigência, seu gênio criativo ultrapassou a barreira da incompreensão e de sua época.
Na literatura, os escritores, diante desse quadro de ebulição de ideias, sentem a necessidade de criar uma literatura capaz de abordar de modo mais objetivo e realista do que até então vinha fazendo o Romantismo. Assim, surge o Realismo. Honoré de Balzac foi o pioneiro do realismo literário, criando um retrato da sociedade francesa na obra La Comédie Humain. Gustave Flaubert é responsável pela sedimentação do movimento na literatura européia com s sua grande obra, o romance " Madame Bovary", onde ele consegue com maestria fazer uma verdadeira autópsia da alma e das emoções de uma mulher casada e infeliz.
Mais
tarde surgiriam os chamados pós-impressionistas esses artistas não formaram nenhum grupo. Seus trabalhos eram bem mais abrangentes e independentes.
Cézanne (1839 -1906), por exemplo, preocupava-se com o estudo dos volumes e formas puras e sobretudo mostrava o objeto de vários ângulos ao mesmo tempo. Dessa forma, o espectador teria a visão total da figura, de lado, de trás e de frente. Na verdade, essa atitude decompunha os objetos e exibia uma nova visão da realidade. Esse artista abriu as portas para outras mentes audaciosas como Pablo Picasso e Matisse.
Seurat (1859 -1891) introduziu uma técnica mais sistemática e científica, chamada divisionismo ou pontilhismo a que ele chamou Pintura Óptica. A técnica consiste em separar as cores nas suas componentes, de maneira que, em vez de serem misturadas como pigmentos e aplicadas à tela, nós só percebemos as figuras num todo, desde que as vejamos à distância certa.
Paul Gauguin (1848 - 1903 ) Sua pintura espantosamente poética, ao mesmo tempo selvagem, liberta a cor numa interação surpreendente entre forma e conteúdo. É uma explosão de cores da qual ficam impregnados todos os movimentos e rostos ali retratados. Os primeiros anos de sua infância passados no Peru, com a família da revolucionária Flora Tristan, colocaram-lhe em contato com uma atmosfera estranha e primitiva. E é em busca de lugares selvagens que ele percorre o mundo, impelido por um desejo de conquistar e retratar essa natureza desconhecida que ele encontra no Taiti, e consagra como a terra do seu coração. Em meio a decepções, na pobreza e na mais completa solidão, Gauguin segue convicto de sua arte desbravadora.
Van Gogh (1853-1890) introduziu o valor das cores como força expressiva do
artista.
Uma pincelada sobre os
impressionistas
Edouard Manet (1832 - 1883) Embora reconhecido por vários historiadores como o pai do Impressionismo, Manet sempre rejeitou a associação de seu nome a qualquer movimento ou tendência. Tanto que se recusou a participar de uma exposição organizada pelos impressionistas, em 1874, ano da eclosão do movimento. Foi, sobretudo um transgressor, e sua revolução começou ao redefinir a posição do artista diante da tela, de lançar um novo olhar sobre a realidade que o cerca. Afastou-se da corrente seguida por Monet e Renoir ao recorrer às referências do passado para construir sua obra. Enquanto os impressionistas preocupavam-se com as manchas e reflexos, e sobretudo com as sombras que para o grupo eram luminosas e coloridas, Manet elegia o preto como a cor vital de sua pintura.
Claude Monet (1840-1926) começou como ilustrador e caricaturista, atividades em que alcançou certa fama quando ainda era ainda adolescente. Monet sempre procurou retratar a impressão da luz, tentando capturar o piscar, daquele momento único. Não se deixou abalar pelas críticas e tampouco quando percebeu que sua visão diminuía dia-a-dia. Três anos antes de falecer, foi submetido a uma cirurgia de catarata e recuperou-se.
No
enterro do velho
impressionista uma bandeira negra recobria o seu caixão, mas foi
logo retirada por um amigo do pintor que a substituiu
por uma cortina florida dizendo:
Pierre-Auguste Renoir (1841- 1919) Junto com Monet, amigo pessoal, formou o núcleo do grupo impressionista. Sempre procurava retratar o belo e aquilo que o deixava radiante. Sua amizade com Monet o levou a pintar paisagens, mas nunca abandonando sua dedicação a leveza da figura humana. É nisto que Renoir se distingue com relação aos outros impressionistas. Ele sofria de artrite, mas mesmo assim não deixou nunca a arte de lado. Chegou a amarrar pincéis na mão e produziu cerca de 6 mil obras.
Toulouse-Lautrec (1864 -1901) Em 1878/79 quebra ambas as pernas em duas quedas diferentes. Com suas pernas atrofiadas a locomoção se tornou muito difícil. Essa é uma das razões por se entregar à pintura. Ao contrário dos impressionistas, demonstrou pouco interesse pelas paisagens e dedicou-se aos interiores. São famosas sua produção de cartazes para o célebre Moulin Rouge. Toulouse adorava frequentar esse cabaré e muitos bares. Lá pintava artistas de circo, dançarinas, os freqüentadores, as prostitutas e muitas pessoas anônimas. Era nesses refúgios da sociedade da época que o pintor acreditava encontrar a autêntica alma humana. Como ele mesmo dizia: "A feiúra, onde quer que esteja, tem sempre um lado belo; é fascinante descobrir beleza onde ninguém a consegue ver".
Edgar Degas (1834 - 1917) As corridas de cavalos e as cenas do quotidiano passaram a ser os seus temas preferidos. A sua obra é como uma fotografia Instantânea. Quase nunca o tema principal está enquadrado de uma maneira centralizada e os objetos são muitas vezes cortados como se não tivesse tido tempo para preparar o flagrante. Pinta com especial afeto as bailarinas, tema que lhe permite estudar a anatomia e os movimentos do corpo num gesto. É um tema que se repete em grande quantidade de óleos, pastéis e esculturas.
Berthe Morisot (1841-1897) e Mary Cassatt (Pittsburgh, 1844 - Le Mesnil, França, 1926) eram as duas mulheres que faziam parte do grupo impressionista.
Berthe, em dezembro 1874, na idade de 33, casou com o irmão mais novo de Manet, Eugène, também um pintor. Ela foi a incentivadora, ou melhor, a que levou o cunhado Manet para perto do impressionismo. Seus quadros possuíam como temas principais: os retratos (muitos de sua irmã Edma), as paisagens e a cena doméstica, particularmente ocupações femininas tradicionais. Suas pinturas tinham o mesmo carisma que as de Renoir
Cassatt foi amiga de Degas, que a orientou. Juntou-se aos impressionistas da escola de Paris e ganhou reputação internacional. Como a maioria dos impressionistas tinha grande influência das estampas japonesas nos seus trabalhos. Sua obra tinha também como temas a vida no lar, tratados de forma simples e direta. Também mostrava predileção pelo tema da maternidade.
Mas o que será que a arte impressionista tem a ver com a matemática?
Série Caio Zip em : O Fantasma da Ópera Carmen
Veja AQUI um trecho do Livro O Fantasma da Ópera Carmen
Música: Claire de Lune de Debussy
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