SITE     OFICIAL DA SÉRIE DE LIVROS  Caio Zip, o viajante do tempo.     AVENTURA          AÇÃO     FATOS    PERSONAGENS      HISTÓRICOS   E  ENIGMAS    MATEMÁTICOS.

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

  

 

 

 

 

 

 

 

  

     

                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja o diário de bordo 

da batalha do Atlântico

baseado em fatos reais

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja como foi 

a  captura do U-boat 110

 e de sua máquina Enigma

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

U-Boat 507

Um submarino alemão nas águas brasileiras Leia aqui

 

 

 

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A MÁQUINA ENIGMA

 

Mais fotos com detalhes, veja em:

Enigma Machine

 

 

 

 

 

CLI

CLIQUE NA FIGURA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COLOSSUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reprodução do Colossus

    no museu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 COLOSSUS 

 

 

 

 

Enigma x Colossus  

>> No livro Tempos de Crise 1 Caio Zip, o viajante do tempo, que antes estava num barco mercante indo para Liverpool, se encontra na companhia do    marinheiro Star, do segundo-tenente Lennon, do comandante McCartney e do chefe Harrison (nomes familiares, não?) a bordo de um destróier. Os cinco mal podem esperar para por as mãos na máquina enigma, confinada no U-boat 110.<< 

                        

 

  A Segunda Guerra Mundial poderia ter terminado com um resultado muito diferente se não fosse o esforço de pessoas anônimas e geniais que participaram de um trabalho que aparentemente nada tinha de heróico. Uma vasta equipe de matemáticos,filólogos, egiptólogos, antropólogos, campeões de xadrez, e até de palavras cruzadas, e mais outros cientistas empenharam-se em decifrar as inexpugnáveis mensagens secretas dos nazistas.
Um dos apoios táticos das Forças Armadas alemãs, durante a Segunda Guerra Mundial era codificar suas mensagens utilizando uma máquina denominada Enigma.
Em 1923 os alemães lhe tinham adivinhado a valia comercial - hoje aplicada em transações pela Internet. Arthur Scherbius, um negociante da Baviera, começou nesse ano a produzir as primeiras máquinas Enigma (cuja invenção, fazendo jus ao nome, é de origem incerta) com destino a empresários cientes de que, sem segredo, os negócios morrem. Anos depois, a máquina, retirada de circulação pública e sistematicamente aperfeiçoada, fornecia aos oficiais do III Reich 150 mil milhões de maneiras de codificar uma mensagem.


A Enigma aperfeiçoada pelo exército alemão, 

QUE MAIS PARECIA UMA MÁQUINA DE ESCREVER, era constituída por:
1. Um teclado com 26 letras:
2. Um quadro com 26 lâmpadas;
3. Um dispositivo denominado "scrambler" constituído por três rotores;
4. Um quadro com cavilhas denominado "Steckerboard" que aumentava o nível de segurança.
Cada tecla e cada lâmpada eram conectadas por 26 fios, os rotores moviam-se de forma independente de modo a produzirem uma correspondência entre a letra original e a cifrada. Nenhuma letra podia ser cifrada por ela própria. Para complicar ainda mais os submarinos alemães - U boat - utilizavam Enigmas de 4 rotores.

 

 

 

CAPTURANDO A ENIGMA
D

 

Durante a invasão da Polônia em 1939, pelas Forças Armadas Alemãs, os poloneses conseguiram copiar uma máquina Enigma e decodificar o seu algoritmo de cifra. Um caminho para decifrar o Enigma foi indicado por Marian Rejewski, um brilhante funcionário do serviço de decodificação polonês que havia conseguido "quebrar" as mensagens de uma versão mais simplificada do aparelho.
Os ingleses ficaram com a réplica. Além disso, também tentavam capturar submarinos alemães (U-boats) que eram os que mais dependiam do aparelho para sua estratégia, denominada
Alcatéia de Lobos
. Essa tática consistia em fazer um cerco aos comboios que trafegavam no Atlântico Norte (Batalha do Atlântico) e daí atacar a presa. Os Aliados, desesperados com a perda crescente de toneladas de embarcações, faziam de tudo para obter a máquina e especialmente seus livros de códigos, do outro lado, os nazistas se empenhavam em proteger o seu maior trunfo a qualquer custo. Apesar dos esforços em tentar manter segredo toda vez que conseguiam capturar a máquina, especialmente seus livros de códigos, em poucos dias, a contra-espionagem alemã alertava as Forças Armadas e o algoritmo de cifragem era modificado. Dessa forma, a Enigma adquiriu a sua fama de produzir mensagens indecifráveis pelo inimigo. Capturá-la, por mais risco que implicasse, reduzia-se então à posse de um mistério sem chave.

 

O CONTRA-ATAQUE INGLÊS 

 

Para a sobrevivência da Inglaterra, o único país beligerante não ocupado pelos alemães, era fundamental a atividade constante de decifração das mensagens das Forças Armadas Alemãs.
Em 1939, Alan Turing,  um tímido matemático, foi chamado pelo governo britânico para atuar em seu departamento secreto de decodificação das mensagens alemãs. O centro inglês denominado Government Code and Cypher School, ou melhor ESTAÇÃO X, ocupava uma mansão conhecida por Bletchley Park situada perto de Bedford e a meio caminho entre Cambridge e Oxford. A maioria das mensagens eram decifradas utilizando processos manuais contando o centro com a colaboração de vários professores universitários.
A partir de 4 de Setembro de 1939, Alain Turing integra-se à equipe de Bletchley Park e, em conjunto com Wellchman, constrói um computador eletromecânico denominado The Bombe, utilizando os princípios que tinha enunciado, em 1936, para a sua Máquina Universal.
Para apoiar essa atividade foi lançado um projeto com o nome de código Robinson, supervisionado pelo Professor Max Newman. Seu objetivo: a construção de um computador eletrônico.

 

COLOSSUS

 

O computador foi construído no Post Office Research Laboratories em Dollis Hill no Norte de Londres por uma equipe liderada pelo Dr Tommy Flowers. O computador foi denominado Colossus e entrou em funcionamento em Dezembro de 1943.
Introduzida, no leitor, a fita perfurada que continha a mensagem alemã cifrada o Colossus demorava cerca de duas horas a determinar qual a combinação que tinha sido utilizada para cifrá-la. Determinada a combinação, a mensagem era introduzida numa "Tunny machine" que, de imediato, revelava o texto decifrado.
Até o final da guerra funcionaram em Bletchley Park 10 computadores Colossus. 
O Colossus era constituído por uma unidade de leitura de fita de 5 canais que funcionava com uma velocidade de 5.000 caracteres por segundo, uma unidade de saída construída com um teletipo, 2.500 válvulas e era um computador paralelo assíncrono. A velocidade do Clock (5kc/s) era regulada pela leitura da fita perfurada.

 

 Fita de 5 canais

 

 

 

ENIGMA DECIFRADA

 

A inexpugnabilidade das mensagens processadas pelas máquinas Enigma estava a partir de então abolida, embora os alemães tivessem saído da guerra convencidos de que a decodificação das suas chaves e cifras era obra impossível de realizar.


PARA EVITAR SUSPEITAS DOS ALEMÃES

a contra-espionagem britânica optou por espalhar em Berlim o rumor de que os Aliados tinham inventado um "super-radar" capaz de detectar o mais escondido submarino. Entretanto, outro código alemão ainda mais intricado, o Lorenz, foi quebrado semi-automaticamente em Bletchey Park (ou Estação X), o discreto reduto em Buckinghamshire, no centro de Inglaterra, onde chegaram a operar mais de 10 mil "espiões" - a maior parte dos quais ainda hoje no anonimato.
Depois de uma sumária visita ao recinto, Churchill, o primeiro ministro inglês, chamou a Estação X  de "a galinha dos ovos dourados que nunca estalam" e deu ordens para que mais computadores estivessem operacionais para a retomada da Europa.
O Colossus II, com 2500 válvulas, entrou em ação em primeiro de Junho de 1944, a tempo de revelar que Hitler, contra o parecer de muitos dos seus comandantes, tinha acreditado na contra-informação - os ingleses jogaram um corpo no mar para ser resgatado pelos alemães. Simplesmente o corpo implantado possuía a identidade falsa de um oficial Aliado e entre seus pertences constavam planos falsos de como, quando e onde os Aliados pretendiam retomar a Europa, o famoso Dia D. Com a vantagem da surpresa a seu favor, os líderes Eisenhower e Montgomery ficaram confiantes o suficiente para assegurar ao presidente americano, Roosevelt, e a Churchill que o Dia D deveria ocorrer como planejado.


No final da guerra, 10 computadores 

Colossus operavam na Grã-Bretanha decifrando também códigos italianos e japoneses. Após a vitória, Churchill ordenou que oito Colossus fossem destruídos e a existência dos dois restantes (que continuaram a operar na Guerra Fria) mantida em segredo.


Historiadores militares argumentam sem 

discórdia que os esforços combinados dos cientistas e espiões da Estação X reduziram a II Guerra Mundial em dois anos, poupando um número incalculável de vidas. Poucos dos que a freqüentaram sobreviveram a tempo de receberem as devidas homenagens porque a existência do reduto de Bletchley Park, atualmente um museu, só foi revelada em 1974. A profusão de volumes coligidos a partir dos dados que, desde então, se foram tornando anualmente disponíveis pelo Governo, dava para encher um trem EXPRESSO inteiro de citações e testemunhos.


Entrevista com Eleanor Cullen, de 81 anos:

 

 "Trabalhei em Bletchley entre 1939 e 1944, primeiro nos serviços de escuta e, depois, na seção de criptografia, de que recebera formação por parte dos maiores gênios matemáticos da época. Em Janeiro voltei ao lugar para uma reunião com antigos colegas, muitos dos quais se deslocaram não apenas com o fito de reverem amigos, mas também para averiguarem, na totalidade, o que andaram lá a fazer. A capacidade que nós, velhos, temos de chorar, deve ter lá andado pelos 300 metros cúbicos! A mim, o que me tocou mais foi isto: das 12 mil pessoas que lá trabalharam só duas passaram informação para fora e mesmo essas fizeram-no em proveito do KGB e não dos “nazis”. Esse secretismo arraigado era uma das poucas coisas de que, como inglesa, me orgulhava. Nesses anos da guerra enamorei-me loucamente de um republicano irlandês que andava metido com os italianos e foi só este Verão que a irmã dele, há muito falecido, me devolveu as cartas... Numa delas verifiquei para meu horror que lhe dera uma chave do segredo de Bletchley Park... tinha-lhe dito que, para me entreter, passava as horas a tirar as palavras a limpo..."

 

 


CURIOSIDADES

 

O Colossus foi o primeiro computador eletrônico programável construído pelo Homem.


A réplica do Colossus foi reconstruída em 1996 e instalada em Bletchley Park.


Entre 1942 e 1943, Alain Turing foi enviado, em missão secreta, à Moore School e à Bell Telephone. Na Bell Telephone, Turing aperfeiçoou um sistema de codificação vocal para as comunicações telefônicas entre Rossevelt e Churchil.
 

Supõe-se que foi em Princeton, NJ, que Alain conheceu John von Neumann e daí teria participado no projeto do ENIAC na universidade da Pensilvânia, na verdade o segundo computador eletrônico da história, e não o primeiro como muita gente pensa.

ENIAC

 

• O ENIAC (Electronic Numerical Integrator Analyzor and Computer) foi inventado com o objetivo de ajudar o exército americano durante a 2ª guerra mundial, mas ele só ficou pronto depois do término da guerra em 1946.
• Apesar de não poder armazenar programas ou guardar mais que 20 dezenas de números digitais, o ENIAC podia realizar aproximadamente 5.000 somas por segundo.