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RELATIVIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JÁ À VENDA NA

 

 

  

 

 

 

 

 

                                    

 

 

 

                 EINSTEIN           

    

"A imaginação é mais importante do que o conhecimento"

 

 

> Aos 26 anos, Albert Einstein publicou três artigos que revolucionaram a Física, dentre eles a Teoria da Relatividade. Após a morte de Einstein, as teorias continuam gerando debates no meio científico. 2005 marcou o ano da Física em homenagem aos 100 anos dos artigos escritos por Einstein.<<

    

          

                 

     

 

 

        

              

  

 

                                                  

 

 

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Veja um TRECHO DO LIVRO AQUI

Einstein, Picasso, Chaplin e Agatha

 

JÁ À VENDA 

 

              

 

                 

 

     Albert Einstein nasceu a 14 de março de 1879, em Ulm na 

Alemanha, de  uma família judia da classe média. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica, com o irmão Jacob, e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas.

       Em 1881, nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Eles recebem uma educação não religiosa. A juventude de Einstein é solitária.

 

 

      

      Embora tenha começado a falar só aos três anos, não é verdade que tenha sido um fraco estudante. Um traço evidente do seu caráter, que mais tarde se manifestou de forma inigualável, era a sua obstinação e ousadia.

 

      Enquanto estudante, só se aplicava quando o assunto lhe interessava intensamente. A ciência foi uma preocupação na sua vida desde muito cedo.

 

     

    Aos cinco anos fica profundamente impressionado com uma bússola que ganhara de presente de seu pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem o auxílio de nenhum mecanismo?" - disse o jovem, imaginando que todo objeto deveria ter algo de oculto...

 

     Aos sete anos ele demonstra o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.

     

     Aos onze anos descobre o que mais tarde designou como o “livro sagrado da geometria” de Euclides.

 

 

    

 

      

     Em 1894 o negócio do pai em Munich fracassa, e a família desloca-se para a Itália, deixando Einstein para trás a fim de completar o ensino secundário. Einstein, que tolerava com dificuldade a rígida disciplina do Gymnasium, abandona a escola aos 15 anos e junta-se à família em Milão. 

 

      Mais tarde haveria de confessar: "É quase um milagre que os métodos modernos de ensino não tenham eliminado a sagrada curiosidade que conduz à pesquisa; o que esta planta delicada necessita mais do que qualquer outra coisa, além do estímulo, é a liberdade."

 

      

     Após meio ano de viagens, faz exame de admissão ao Instituto Politécnico Federal em Zurique (E.T.H.), Suíça. Tenta entrar, apesar de não ter o diploma do secundário e ser mais jovem do que o previsto para ingressar em curso superior. É reprovado nas provas de química, biologia e línguas modernas, mas seus excelentes resultados em matemática e física chamaram a atenção do diretor da escola, que lhe aconselha a concluir o curso secundário na escola cantonal em Aarau, próxima a Zurique.

       Durante o curto tempo em que passa nesta escola, escreveu o seu plano para o futuro.

"  Se eu tivesse a sorte de passar nos meus exames,  iria para Zurique. Ficaria lá durante quatro anos para estudar matemática e física. Imagino-me tornando professor naqueles ramos das ciências naturais, escolhendo a parte teórica deles. Eis as razões que me levam a este plano. Acima de tudo, esta é minha disposição para pensamento abstrato e matemático, e minha falta de imaginação e habilidade prática ".

      Ficou mais do que feliz nesse ambiente livre e motivador da escola cantonal, e só se preocupava com um problema que nem ele, nem seu professor sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela! Pareceria congelada? Este problema voltaria tempos depois, quando Einstein formulou sua teoria da  Relatividade.

     

      Em setembro de 1896 foi aprovado nos exames finais, o que lhe concedia admissão em uma universidade. Com exceção de francês, suas notas foram boas em todas as matérias, especialmente em matemática, física, canto e música (violino)..

 

       É finalmente admitido no E.T.H. em 1896. 

       Para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros! Para fugir do tédio de aulas tão monótonas, Einstein decide "matar aulas", aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica.

       Ao concluir o curso, em agosto de 1900, ele fica na esperança de ocupar o cargo de assistente do professor Hurwitz, para logo depois descobrir que perdeu o emprego por influência do seu ex-orientador, H.F. Weber. Começam aqui as manifestações de má vontade de seus ex-professores. Einstein procurou emprego durante muito tempo. Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária.    

                                  

       

                               

                                Conrad Habicht, Maurice Solovine e Albert Einstein

 

 ACADEMIA OLÍMPIA

                Na páscoa de 1902, Maurice Solovine leu um anúncio num jornal de Berna segundo o qual Albert Einstein dava aulas particulares de matemática e física por três francos a hora. No terceiro dia de aula, Einstein desistiu de cobrar e sugeriu que eles tivessem apenas reuniões diárias para discutir o que bem entendessem. Algumas semanas depois Conrad Habicht começou a participar das discussões. Para ridicularizar as verdadeiras academias científicas, passaram a se autodenominar Akademie Olympia.           

 

        Foi com esses dois colegas e com Michele Besso que Einstein discutiu as idéias científicas que resultaram nos extraordinários trabalhos publicados em 1905.

 

       Destas animadas reuniões ele ainda se lembrava nostalgicamente no fim de sua vida.  Eventualmente Einstein dava um concerto de violino. Se o ambiente era intelectualmente rico, a janta era triste; comiam geralmente uma salsicha, uma fruta, um pedaço de queijo, mel e uma ou duas xícaras de chá. Dos três, o único que escreveu algo sobre essas reuniões foi Solovine. Na introdução do seu livro, Albert Einstein: Letters to Solovine, ele diz que para discutir filosofia e ciência, eles leram Platão, Spinoza, Karl Pearson, Stuart Mill, David Hume, Ernst Mach, Helmholtz, Ampère e Poincaré. Mas também leram obras literárias de Sófocles, Racine e Charles Dickens. Desses, os que mais influenciaram Einstein foram Hume, Mach e Poincaré.

       Inversamente, nos últimos anos de sua existência, Einstein raramente tinha paciência para ler tratados científicos, e tinha que depender de seus amigos para se manter informado acerca de trabalhos desenvolvidos por outros cientistas.

       

              Então, em 1902 consegue um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, sendo promovido, em 1906, a perito técnico de segunda classe.  Einstein permaneceu lá até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor.

       Os anos que Einstein viveu em Berna foram muito alegres e produtivos. Podia ele tocar seu violino, cujo prazer imenso propiciava-lhe  momentos de total meditação.

      Contando com o salário do registro de patentes para assegurar-lhe uma vida modesta, e com obrigações profissionais pouco exigentes, sobrava-lhe tempo para a contemplação.  Seu raciocínio criador pôde se desenvolver a passos largos. Seus três célebres enunciados de 1905 foram insuperáveis em brilhantismo lógico e ousadia.

 

                                

        Mileva Maric e Albert Einstein estudaram juntos na Escola Politécnica de Zurique nos últimos anos do século XIX. Ela era a única mulher da faculdade e se destacava principalmente em matemática. Concluíram o curso no primeiro semestre de 1900, mas ela fracassou, por duas vezes, nos exames para a obtenção do Diploma de professor secundário. Durante a segunda tentativa, em julho de 1901, ela estava com uma gravidez de três meses (Lieserl, a filha de Einstein cujo destino é desconhecido). Deprimida, retorna à casa paterna e abandona o plano para a obtenção do diploma da ETH. Casaram-se em 1903 e  tiveram dois filhos: Hans Albert e Eduard. Após dez anos de desentendimentos, separaram-se no ano de 1913.  Mileva, que sofre de uma tuberculose cerebral. O marido cientista, então, resolve não incomodá-la com a questão do divórcio. Embora só tenha formalizado o divórcio em 1919, a setembro de 1917 Einstein muda-se para a casa da sua prima, Elsa Löwenthal, com quem vive até a morte dela, em 20 de dezembro de 1936.

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       Alguns autores pesquisaram sua vida durante décadas, como Djordje Krstic, cujo livro "Albert e Mileva Einstein - seu amor e colaboração", que foi publicado em sérvio após sair em esloveno e inglês, apresenta uma série de argumentos defendendo que as obras revolucionárias foram produto de um trabalho em comum. Segundo Krstic, o casal trabalhou junto até 1913 ou 1914, quando se separaram e, cinco anos mais tarde, se divorciaram. A separação representou um golpe para ela do qual nunca se recuperou.

       Os biógrafos de Mileva Maric concordam que ela viveu à sombra de seu marido, entregue totalmente a ele e à família, orgulhosa de dizer que ambos formavam "uma pedra", que é a tradução literal da palavra alemã "einstein". "O interesse tanto na Sérvia como no mundo pela vida dela despertou há cerca de 20 anos, quando foram publicadas as cartas de amor que Mileva guardou até sua morte e que "são de valor incalculável porque revelam como Albert Einsten crescia como cientista junto a ela", explica a doutora Bozic.

       Em 1994, a Universidade de Novi Sad criou o prêmio Mileva Maric para o melhor estudante de matemática. Também há um projeto para transformar em museu a formosa casa que seu pai construiu para ela em Novi Sad.

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      Em 1905, Einstein elaborou sua tese de doutoramento pela University of Zurich (Universidade de Zurique ) a qual foi dedicada a seu amigo Grossmann e que recebeu o título  " On a new determination of molecular dimensions "  ( Sobre uma determinação nova de dimensões moleculares ). Sua tese apareceu publicada na edição da revista científica alemã  " Annalen der Physik "  ( Anais da Física ) que continha os seus cinco artigos.

       

      O quarto artigo, intitulado "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento", revolucionou a Física Newtoniana. É a que faz a síntese da mecânica clássica, da óptica e da teoria eletromagnética de Maxwell. Demonstrou que o espaço e o tempo não são independentes entre si, mas relativos; e que a massa é uma grandeza relativa e não absoluta, variando com o movimento.

       O quinto artigo deu-lhe o título de "A inércia de um corpo depende do seu conteúdo em energia?" e é o corolário do precedente. 

 

       Einstein desenvolve a nova idéia de equivalência entre massa e energia. Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação E = mc2.  Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia

      (E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).

                                

         Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.

                                    EINSTEIN, O FILÓSOFO

       A sua forma de fazer ciência era também nova. Era uma ciência filosófica: sentava-se, usava a imaginação, escrevia equações, voltava à realidade, via se havia que fazer ajustes, regressava à teoria... A ciência não era assim até então, baseava-se em fatos comprovados nos laboratórios.

        “Todos os conhecimentos humanos começam por intuições,
         avançam  para concepções e terminam com idéias”

           Filosofo Emmanuel Kant (1724-1804)

                "Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é o da intuição".

            Albert Einstein

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Einstein uma vez indagou: 

-Como trabalha um poeta? 

- Como assim? – preocupou-se o amigo.

- Quero dizer, como vem a concepção de um poema?

- Não sei, apenas sinto. Ela simplesmente surge.

- Mas é isso mesmo que se dá com um cientista. - concluiu po cientista. - O mecanismo do descobrimento não é lógico... Você não vê? É uma iluminação súbita, quase êxtase. Há uma conexão com a imaginação. E imaginação é mais importante que o conhecimento.

            Eu penso 99 vezes e nada descubro. – disse Albert - Deixo de pensar, mergulho em um grande silêncio e a verdade me é revelada. A mente avança até o ponto onde pode analisar, mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes revelações realizaram este salto.

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        O espaço e tempo sem um corpo, mas um corpo não pode existir sem espaço-tempo. Tudo que existe, tudo que observamos vira nosso conhecimento, não é? Tempo e espaço são conceitos que temos intuitivamente. Logo, tudo que existe, todo nosso conhecimento, está baseado na intuição cósmica.

        A observação se baseia nos nossos sentidos que nos dão apenas a mera aparência da realidade. Você tem que se libertar da ilusória algema dos sentidos. A intuição é nossa estação de partida. A imaginação é a nossa estrada que precisa ser trilhada com o raciocínio. Só assim você, eu, todos nós, conseguiremos chegar ao nosso destino, o livre conhecimento. 

   (Trecho retirado do livro Caio Zip em: Einstein Picasso Chaplin e Agatha  

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       A partir dessa nova visão, baseado na leitura desde a juventude de livros com "Critica da Razão Pura" de Kant, Einstein confronta com a teoria de Newton e as leis das mecânica que estavam estabelecidas têm de ser modificadas. Uma das características dessa transformação é que quando as coordenadas são transformadas, o tempo também tem de ser alterado. Aí começa uma nova mecânica. Se eu estou em movimento, o intervalo de espaço é diferente em dois referenciais, logo o tempo tem de ser diferente também para que a razão seja sempre a mesma. Intervalos de espaço e de tempo são diferentes em referenciais diferentes. Os intervalos são relativos, por isso a teoria é denominada  RELATIVIDADE. Não há simultaneidade em referenciais em movimento. É possível comprovar que os relógios, quando comparados entre si: o que está em movimento anda mais lentamente. Se um relógio for colocado num Concord, depois de uma viagem de algumas horas podemos compará-lo com outro e há diferenças. São ínfimas, mas são mensuráveis e coerentes com a teoria de Einstein.

 

 

         CONTINUANDO A VIDA DO CIENTISTA E FILÓSOFO...

         De 1909 a 1932 foi professor de Física Teórica das Universidades de Zurique, de Praga e de Berlim. 

        Construiu a nova teoria Geral da Relatividade em 1915, e em 1921 foi premiado com o Premio Nobel da Física.

        Einstein tem contribuições importantes em quase todas as áreas da física, mas, sem qualquer dúvida, suas contribuições mais impactantes foram aquelas relacionadas com a teoria da relatividade restrita e com a teoria da relatividade geral. 

        Naturalizado norte-americano em 1940, país para onde emigrou em 1933, forçado pela ascensão do nazismo e onde passou a lecionar no Institute for Advanced Study de Princeton, em New Jersey, Einstein, que toda a vida se preocupou com os problemas sociais, sendo um pacifista ativo e um defensor do judaísmo, em 1952 foi convidado para presidente de Israel, o que rejeitou.

 
       Sendo um grande e profundo pensador, deleitava-se no silêncio da reflexão científica e filosófica e, embora conhecido como cientista, é autor de muitos e belos pensamentos.
       Morreu em Princeton no ano de 1955. 


Tudo é relativo. Será?

       É um erro atribuir a Einstein a afirmação de que "tudo é relativo". Einstein estava em dúvida qual seria o nome da teoria. Não sabia se devia chamá-la de Equivalência pela igualdade de energia com a massa... Se devia chamar de Invariância pela velocidade da luz não variar... Ou será melhor chamar de Relatividade para destacar que o tempo e o espaço são grandezas relativas ao sistema de referência?

       O cientista até tentou mudar o nome de sua obra para "Teoria da Invariância", mas Relatividade foi o nome que pegou.

 

 

 

Curiosidades

 

                                           

 

 

 

 

 

 

 

 O INCOMPREENDIDO

        Demorou até 1921 para ganhar o Nobel?

       Na verdade, Einstein foi rejeitado oito vezes pela Comissão do prêmio de 1910 a 1921, pois os jurados se mantinham divididos quanto à questão da Relatividade. Chegaram até indicar um membro para analisar a Teoria, mas foi em vão, ele não conseguiu compreendê-la. O comitê Nobel para Física da Academia Real de      Ciências da Suécia, então, não ousou conceder o prêmio com medo que algum dia alguém comprovasse que a Teoria estava incorreta.

       Quando enfim deram o prêmio Nobel, no valor de 32 mil dólares, foi pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico.

       Com seu humor irônico de sempre, deixou a todos surpresos na hora de discursar pela premiação ao ficar destacando somente a teoria da Relatividade e nenhuma linha sobre o efeito fotoelétrico.

      

     Einstein repassou a Mileva Maric o dinheiro do Nobel, em cumprimento a um acordo de divórcio.

 

 

O MÚSICO

 

     

 Aos 6 anos de idade, incentivado pela mãe, o que depois foi consolidado com lições de Heller Schmidt dos 6 aos 13 anos, o violino viria a tornar-se um instrumento fundamental ao longo de toda a sua vida quando pretendia refletir sobre suas teorias.

   Ele também gostava de compor ao piano hinos religiosos. Ele aprendeu a tocar sozinho, ouvindo a talentosa pianista que era a sua mãe e, em casa, recebia aulas de religião judaica. Aos 12 anos porém quando estava se preparando para o seu bar mitzvah ele perdeu o que chamou mais tarde de seu “paraíso religioso da juventude”. O que o chocou de modo particular e o levou a uma rejeição de qualquer concepção antropomórfica de Deus por toda a sua vida, foi uma citação de Xenófanes: “Se bois pudessem pintar, eles representariam seus deuses em forma de boi”. Einstein chamou sua convicção religiosa de um “sentimento religioso cósmico”.

 

       Em Berlim, no ano de 1919, uma pequena orquestra formada por escritores e cientistas costumava reunir-se freqüentemente na casa do matemático  Hadamar. O repertório predileto desses músicos amadores era formado pelas sinfonias de Mozart e algumas obras de Beethoven

 

                              



     
Fazia-lhes falta um bom primeiro violino. Jacques resolveu o problema, trazendo para o grupo um novo colega chamado Albert Einstein. Este ainda era um desconhecido fora dos círculos especializados e poucos integrantes sabiam que o novo violinista dirigia um famoso instituto alemão e era constantemente indicado para o prêmio Nobel da Física.

      Leia o testemunho do novelista George Duhamel, sobre a participação de Einstein em seu primeiro ensaio: "Einstein era um bom violinista. Tocava com clareza e rigor, observando suas entradas com absoluta precisão, mas sem fazer o menor esforço para destacar-se sobre os demais. Nos momentos de inatividade levantava seu nobre rosto, cuja expressão era uma mistura de candura e inteligência. Estava bem vestido, mas nele tudo era simplicidade. Sentia-se que ele não dava importância às vestimentas. Já a música representava um enorme valor para seu espírito. Quanta devoção, quanta modéstia havia na personalidade desse mestre. Lembro-me, sobretudo, de alguns ensaios, em que líamos e estudávamos a Sinfonia Júpiter, de Mozart. Esta obra se transformou para mim em um símbolo de recordação de Einstein”.


O NAVEGADOR

 

      

       Quando não trabalhava, gostava do contato com a natureza, era um navegador entusiasmado. Adorava a solidão. Isolava-se num veleiro ou então caminhava sozinho pelas montanhas.

                            

        Einstein adorava um local chamado Caputh  (pequena aldeia perto de Berlim),  onde tinha uma casa de veraneio às margens de um lago. A casa foi um presente dos cidadãos ao cientista em reconhecimento por seu grande prestígio internacional. Lá, ele passou seus verões e nesse lugar, que considerava “o paraíso”, fazia passeios com um veleiro que ganhou de presente de seus amigos, pelo seu 50 º aniversário. O cientista chamava o barco de "my thick sailing boat”.

       Mas como nada é perfeito, o cientista teve que abandonar o local, fugindo do nazismo, indo se exilar nos EUA.

       Tropas de choque alemãs revistaram a casa de campo de Einstein, em busca de armas e munição, pois tinham informações de que ele dera permissão para militantes comunistas estocarem equipamento militar em sua propriedade. Nada foi encontrado, além de uma faca de pão! Tais acontecimentos haviam sido previstos por Einstein. Ao fechar a casa em Caputh ele teria dito a Elsa: "Dreh dich um. Du siehst's nie wieder" ("Olha em volta. Não voltarás a vê-la.”

      

 

                               

 

      

 

                               

No lago de Princeton, com seus cabelos brancos rebeldes e sua livre imaginação, continuou a velejar, a deixar sua mente vagar por outros mundos.

 

 

O  IMAGINATIVO  

      

     

Albert apreciava jogos que requeriam uma certa paciência e tenacidade, e de preferência que pudessem ser realizados individualmente. Em vez de brincadeiras infantis com as outras crianças, no jardim, preferia construir, sozinho, complicadas estruturas com cubos de madeira e grandes castelos de cartas. Aos sete anos ele demonstrou o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.

 

     Gostava de fazer experiências mentais. Por exemplo, o que aconteceria se viajasse ao lado de um raio de luz? Ou se estivesse a cair do telhado de uma casa? Estas duas experiências mentais foram importantes para desenvolver a relatividade restrita e a geral.

 

       

      Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. Geografia, história e francês eram grandes suplícios e, particularmente, o grego constituía obstáculo quase intransponível: decorar conjugações de verbos era para ele um horror! Enfim, no conjunto das suas habilidades infantis, nada deixava transparecer o gênio que viria a ser; seus familiares acreditavam até que ele poderia ter algum tipo de dislexia. Preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática.

       Em conseqüência das suas dificuldades para memorizações ele se desinteressava pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo dia o diretor da escola, coincidentemente o professor de grego, convoca-o para uma reunião e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse pelo grego era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que Einstein jamais chegaria a servir para alguma coisa (Fölsing, p. 28)

       

      Educado no ambiente militarista da Alemanha dos anos 1880, o pequeno Albert nunca quis ser soldado. Certo dia, durante um desfile militar, seus pais asseguraram que ele um dia também poderia usar um daqueles belos uniformes. O garoto, por volta dos sete anos, respondeu que "detestaria ser um desses coitados". Também evitava atividades competitivas, incluindo aí xadrez. Aos 16 anos solicitou a cidadania suíça, para evitar o serviço militar na Alemanha.

       Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Preferia ficar lendo em casa a ir assistir às aulas.

       Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!

USAR SAPATO SEM MEIA?

       

      Quando a segunda esposa Elza lhe pediu para adotar hábitos mais saudáveis, respondeu que preferia "pecar tanto quanto puder: fumar como uma chaminé, trabalhar feito um condenado, comer sem moderação, caminhar só quando tiver boas companhias, ou seja, quase nunca, dormir irregularmente, etc.”

       No cotidiano era avesso a formalidades, começando pelas regras de vestuário. Quando começou a carreira como professor universitário na Suíça em 1909, era apontado como alguém que se vestia aquém da elegância do cargo. Após a morte de sua segunda mulher, em 1936, seus padrões se tornaram ainda mais anticonvencionais. Vivia em Princeton, nos Estados Unidos. Os suéteres amassados e os sapatos que calçava sem meias fizeram dele uma figura folclórica no campus.

  Apesar de ter uma aparência desleixada, avesso às regras, estava longe do mito do cientista desligado. ''Era muito interessado em questões históricas e políticas. No tempo da Guerra, sempre costumava dar sua opinião. Durante a Primeira Guerra, ele fazia propaganda antibelicista, defendia o diálogo entre as nações, ao mesmo tempo em que se dedicava aos seus estudos sobre gravitação. O excesso de trabalho na década de 20 chegou a provocar um colapso físico, sendo tratado pela prima Elsa Lowental, com quem se casou depois.

 

 

O PACIFISTA SEM PAZ


       

      Frente à ameaça nazi-fascista, concluiu que uma guerra pode ser justa se "o inimigo busca o extermínio da vida em si mesma". Foi criticado por outros militantes do movimento pacifista, mas sustentou sua posição. Assinou uma carta enviada ao presidente americano Franklin Roosevelt, que defendia a realização de estudos sobre o uso da energia nuclear. A carta foi um dos fatores decisivos para a criação da bomba atômica. Não se dizia culpado, mas no pós-guerra retomou imediatamente a atividade pacifista, afirmando, ainda em 1945, que "a bomba trouxe a vitória, mas não a paz".

       Seu trabalho no Instituto de Estudos Avançados centrou-se na unificação das leis da física, que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Não conseguiu encontrar uma teoria que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como em uma única estrutura lógica.Tentou. Isolou-se em profunda meditação, mas não conseguiu. 

 

Morreu sem a paz

Sem a paz de conceber uma idéia de Unificação do Universo

MAS a vida continua, não  é? 

                                     

                                             

 

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