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No mundo de Duke Ellington, as pessoas sorriem, dançam, namoram, apesar de estarem em plena crise... Elas se divertem porque Duke lhes revelou que a essência da música é elevar o espírito acima de tudo.
Edward Kenedy Ellington - Duke Ellington - assim era chamado pela sua maneira galante de ser- (1899-1974), foi compositor, diretor de orquestra e pianista norte-americano. Foi um dos músicos de maior projeção na história do jazz Seu estilo reunia o blues, várias modalidades de jazz e o som big band no ritmo do swing. Acompanhou Mahalia Jackson, Ella Fitzgerald e Billie Holiday.

A sua conquista artística baseia-se na sua visão absolutamente democrática da música e, mais que qualquer outro compositor, destacou o melhor e o mais original som dos Estados Unidos no século 20.
Ele aprendeu sozinho como usar seu conjunto de músicos de temperamentos fortes como se fossem palavras rebeldes soltas no ar, as quais ele, como poeta, tinha o talento de uni-las num só tom ao recitar seus versos musicais. Nos últimos cem anos, poucos artistas tiveram mais sucesso na tentativa de capturar em seu trabalho os triunfos e atribulações da humanidade como esse compositor.


As raízes da música negra de Duke Ellington estão fincadas na sociedade americana. Suas composições  resume tudo que faz parte da música americana, como os hinos religiosos, as canções de negros interpretadas por brancos, o ragtime, e, o mais importante, o blues. 
Duke Ellington já tocava piano aos 8 anos. Esportista interessado em basquete, futebol americano e corridas, Ellington também era um pintor talentoso e ganhou uma bolsa de estudos para o Pratt Institute, no Brooklin, assim que concluiu o 2º grau.

 

Duke Ellington at the piano, between 1946 and 1948

 

Mas ele não tinha mais jeito. Seu coração musical  marcou o ritmo da sua vida depois de ser aclamado como pianista, quando tocava com bandas em bailes e festas na cidade. Bem cedo, foi inspirado por pianistas do Harlem, como Luckey Roberts, James P. Johnson e Willie "the Lion" Smith e, em 1922, mudou-se para Nova York com alguns de seus companheiros de bandas. Criaram um grupo chamado de Washingtonians, cuja especialidade era a música para festas dançantes. O agito do jazz de New Orleans tinha substituído as melodias dançantes. Sua banda foi contratada pelo Cotton Club, no Harlem, onde Duke aprimorou o que seria a marca registrada de seu som: o bate-papo entre os metais, com clarinetes em destaque, batidas ritualísticas, sensualidade e uma orquestração precisa. Ele sabia que por meio desse diálogo do blues era possível  revelar os seus sentimentos cativando a todos que o ouvissem sem preconceito.Costumava dizer: "Eu toco piano, mas o que mais gosto é tocar orquestra".


Duke Ellington e seus músicos continuaram na estrada tocando sua poética obra musical. Durante cinco décadas, em meio a guerras, Lei Seca ( a lei que proibia a venda de bebidas na década de 20 nos Estados Unidos), Depressão de 29 e movimento pelos direitos civis. Ficaram distantes de amigos, filhos, amantes... Mas o amor pela musa da música e pelo público para quem tocavam os seduziram ano após ano.

 

Ouça a música "TAKE THE A TRAIN" de Duke Elligton

 

 

 

 

 

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