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19 de agosto de 1939

 

Ao cair da noite

         O Almirante Raeder acaba de receber um importantíssimo chamado: Hitler requeria a sua presença. Diante do Führer, o almirante foi notificado, intempestivamente, do iminente início das hostilidades contra a Polônia. Com efeito, Hitler acabava de receber do seu embaixador em Moscou um telegrama que lhe comunicava que Stalin havia aceitado a realização de um pacto com a Alemanha. Esse acordo deixava o Führer de mãos livres para levar adiante seus planos de conquista na Polônia e enfrentar, além disso, a possível reação da França e da Inglaterra. Raeder, depois de ouvir os detalhes, retorna para sua sala.

 Raeder senta-se na mesa e, com as mãos firmes, acende um cigarro. Sua mente vaga juntamente com os anéis de fumaça... As lembranças vieram à tona...

 

                                                                                                                      

 

Raeder se via numa conferência realizada meses antes com Hitler. O almirante escutava atentamente o Führer contando sobre o acordo com os ingleses para um novo tratado naval. Como Raeder ficou animado com a novidade. Desde que a Alemanha tinha sido derrotada na Primeira Guerra Mundial, em 1918, as potências participantes têm obrigado a Alemanha a cumprir o Tratado de Versalhes. Suas cláusulas estabeleciam as limitações que restringiam a Alemanha, como potência vencida, no campo das forças armadas. A Marinha de Guerra alemã, em particular, foi reduzida, em número de unidades e tonelagem, a uma força puramente simbólica. Depois da ascensão de Hitler ao poder, em 1933, Raeder ficou encarregado da Marinha de Guerra Alemã, iniciou um programa de construções navais, a fim de reforçar rapidamente o seu poderio. O Almirantado Britânico tomou conhecimento do fato e viu que isso implicava numa violação do Tratado.Raeder voltou-se para Hitler e perguntou:

 

– Como conseguiu esse novo  acordo?

- Iniciei negociações com os ingleses.- dizia Hitler.

- Mas e a França e a Liga das nações?

- Estão fora.

- Mas, então, como conseguiu?

- Aproveitamos uma brecha numa cláusula, Almirante, que caso houvesse uma emergência a Alemanha poderia elevar a percentagem de submarinos de 45%  para até 100% isto é, igualar a frota submarina alemã à britânica.

- Emergência! Que emergência?

- Você mesmo disse, há meses atrás, Raeder, qual era a nossa emergência: “A chave do poderio marítimo alemão está debaixo da superfície. Dêem-me submarinos e teremos dentes para atacar...” Está lembrado? – Raeder esboçou um sorriso matreiro, enquanto o Führer entregava-lhe o telegrama de Ribbentrop, anunciando o novo tratado naval - Aqui tem os seus dentes, almirante.

 

Logo que Raeder teve em suas mãos a autorização de Hitler, tomou as medidas necessárias para organizar a nova frota de submarinos. Encomendou essa tarefa ao Capitão-de-Fragata Karl Doenitz, que havia sido um dos mais brilhantes comandantes de submarinos da Primeira Guerra Mundial. Doenitz, que desde o primeiro momento predisse que a Alemanha teria que enfrentar a Inglaterra no mar, foi um decidido promotor do desenvolvimento acelerado da frota submarina.

                                                                                                                           

 

 

 

 

       As fumaças se dissiparam e Raeder volta a encarar a realidade na sua sala. Suas preocupações envelheciam seu rosto.

Como pode tudo isso estar acontecendo?– refletia o comandante.- Como Hitler não percebeu que não haveria tempo suficiente para concluir o plano Z? Afinal, organizar uma frota mais numerosa, com poderosas unidades de superfície, que não somente seria empregada no ataque da navegação mercante, mas que também estaria em condições de combater as naves de guerra inimigas é um plano trabalhoso demais. Por que o Führer não adotou o plano que previa a concentração dos esforços bélicos em torno do tráfego mercante, utilizando submarinos e encouraçados? Doenitz tinha razão em acreditar de que a Inglaterra não permaneceria indiferente ante a construção de uma frota de tamanha amplitude, portanto, era necessário incrementar, com maior celeridade possível a frota submarina. De acordo com seus cálculos, somente com um mínimo de 300 naves desse tipo a Alemanha poderia operar com êxito contra a navegação mercante britânica. Como pude demorar em autorizar a elevar para 300 ? Por que só nesse último mês, ouvi os pedidos de Doenitz em aumentar o poderio submarino?  Só agora durante as manobras? Só nesse último mês?

      A decisão chegou muito tarde. Agora, ele percebia que Hitler, decidido nas hostilidades contra a Polônia, não lhe dava mais chances de consertar o erro. Ele teria que contar com apenas 57 submarinos em operação. O arrependimento enchia seus olhos de dor. Por mais que tentasse não conseguia deixar de encarar a mensagem de Hitler sobre o pacto com Moscou... As portas abertas para a entrada na Polônia... “A batalha vai começar”- concluía aflito o comandante. E de acordo com as ordens de Hitler, Raeder ordena imediatamente que a frota de submarinos abandone, sem tardar, as suas bases e se situe nos pontos prefixados, nas rotas de navegação, do Atlântico e do Mar do Norte. Os encouraçados Graf von Spee e Deutschland também se fazem ao mar, com o mesmo objetivo.

 

Mais tarde..

 

17 submarinos do novo modelo IX, de grande raio de ação, abandonam suas bases e rumam para as águas do Atlântico, entre o sul da Irlanda e Gibraltar.

 

 

 

27 de agosto, 

 

Madrugada

 

6 submarinos de ataque costeiro situam-se no mar do Norte. A estas unidades logo se somam outras 10, que, vindas do oeste, armam um cerco em torno das ilhas britânicas.

 

 

 

30 de agosto

 

De manhã

 

6 submarinos do tipo VII, postam-se em posições estratégicas, entre as ilhas Orcadas e a Islândia. Enquanto essas unidades de guerra permanecem no mar, em seus postos de ataque, na base de Wilhelmshaven o Almirante Doenitz aguarda do Alto-Comando a ordem que dará começo às hostilidades.

 

 

 

3 de setembro

 

Às 11 horas da manhã

 

As rádios da base começam a transmitir a esperada mensagem: “A Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha... Cobrir postos de combate... conforme instruções já determinadas para a Marinha”.

 

Horas depois

 

As tripulações ainda estão preparando os barcos, quando chega uma segunda mensagem, transmitida pessoalmente por Doenitz. Seu texto dizia: “Instruções de combate para a frota submarina, agora em plena vigência... Atacar transportes de tropas e navios mercantes que transportem equipamento militar, de acordo com o regulamento da Convenção de Haia... Atacar comboios inimigos sem aviso, com exceção de barcos que transportem passageiros, que devem ter passagem livre... Não atacar esses barcos, nem navegando em comboios. Doenitz”.

 

A ordem do Almirante alemão dá início à terrível batalha do Atlântico.

 

 

Às 20 horas

 

O submarino U-30 navega silenciosamente a 200 milhas a oeste das ilhas Hébridas. A neblina se estende sobre o mar, dificultando a visibilidade. Na torre do submersível, que navega à superfície, o comandante, Capitão Lemp, acompanhado pelo primeiro-oficial, perscruta as trevas que os rodeiam, numa tentativa de vislumbrar o possível inimigo. De repente, entre a bruma, vê-se aparecer a massa negra de um grande navio que navega sem luzes de sinalização e ziquezagueando. Depois de um primeiro minuto de vacilação, Lemp acredita reconhecer a silhueta de um cruzador auxiliar britânico. Dirige-se ao seu lugar-tenente e ordena: - Submergir!

 

Ao mesmo tempo, o alarme de combate ressoa pelo submarino. Os homens correm a seus postos. Lemp desce ao interior e se coloca diante do periscópio. O submarino, impulsionado agora pelos seus poderosos motores elétricos, navega debaixo da superfície para impedir a passagem do grande navio. Um profundo silêncio reina entre os tripulantes. Lemp, depois de uns instantes, ordena: - Periscópio acima!

 

Em poucos segundos, o comandante, sem afastar os olhos do visor do periscópio, calcula a velocidade e o rumo da nave inimiga. Imediatamente transmite esses dados ao segundo comandante, encarregado dos torpedos. Assim se chega ao minuto que antecede o ataque. Nesse momento, apenas 1.500 metros separam ambas as naves. Lemp, sem vacilar, grita a ordem: - Disparar!

 

Rapidamente, três torpedos partem para o alvo e 60 segundos depois, o submarino estremece.

 

Nesse instante, o rádio-telegrafista de bordo capta uma mensagem do navio sinistrado: “Athenia, torpedeado, 56,42 norte; 14,05 oeste”. Lemp, então, consulta o registro do Lloyd’s . O rádio-operador, contudo, já se adiantara. Conferira e o informa: “Navio de passageiros, inglês, meu comandante; 13.500 toneladas de acordo com o registro”

 

Lemp se sente amargurado. Desobedeceu, por engano, à ordem emitida por Doenitz de não atacar navios de passageiros. Seu trágico equívoco acaba de custar a vida de 112 passageiros das 1.400 que o Athenia transportava. Entre as vítimas, estavam 69 mulheres e 16 crianças. Lemp dirige-se para seus aposentos e lá se fixa num pequeno retrato em cima de uma mesinha. Era a foto de sua esposa sorrindo.

 

 

 

27 de setembro

 

A noite

 

U-30 regressa à sua base. Lemp se entrevista imediatamente com o Almirante Doenitz, que não tem a menor suspeita da grave comunicação que o comandante do U-30 lhe fará, minutos depois. Com efeito, Lemp, lhe confessa:  - Eu afundei o Athenia.

 

Correm os dias...

 

A notícia se espalha

 

Apesar de ter conhecimento da verdade acerca do episódio, Hitler, pessoalmente, ordena a Goebbels que propalasse pela imprensa e pela rádio uma versão muito diferente do que realmente sucedera.

 

 

 

22 de outubro

 

Ao entardecer

 

O ministro de propaganda nazista anuncia pelo rádio que o navio Athenia havia sido afundado por ordem de Churchill. No dia seguinte, os jornais da Alemanha repetem a notícia em primeiro plano. A versão dizia que uma bomba de tempo foi colocada no navio, por ordem do Primeiro Ministro inglês, com o objetivo de criar um incidente entre a Alemanha e os Estados Unidos (o Athenia transportava 331 passageiros americanos, 28 dos quais morreram).

 

 

 

Meses depois

 

O afundamento do Athenia a oeste da Irlanda induz, contudo, o Almirantado a estender a navegação em comboios, às águas do Atlântico. Também nesse setor se tomam com antecipação as necessárias medidas de precaução. Os barcos mercantes e suas tripulações recebem orientação e materiais para operar em comboios. Com sábia previsão, os britânicos haviam conservado os canhões utilizados na Primeira Guerra Mundial para defender os seus barcos mercantes contra os submarinos. Essas peças de artilharia são rapidamente recondicionadas e montadas nos transportes, a fim de obrigar os submarinos a efetuar seus ataques abaixo da superfície. Assim, nos três primeiros meses da guerra, os ingleses conseguem artilhar cerca de 1.000 barcos mercantes.

Muitos navios de pesca (trawlers) são equipados com aparelhos “Asdic” - instrumento (sonar) para detectar submarinos, consistindo num transmissor de ondas ultra-sonoras que, ao chocar-se com um objeto submerso, se refletem esse eco é recolhido., indicando automaticamente a distância e a posição do submarino. Estes barcos colaboram eficazmente na luta contra os submarinos.

 

 

 

Abril 1940

 

Às 21 horas

Submarino alemão, U-Boat 99 navega no Atlântico a procura de um comboio inglês. O telegrafista transmite mensagem codificada pela máquina, denominada Enigma, para o QG. situado em terra pedindo informações.

 

Às 23 horas

Os alemães recebem informações dos serviços de patrulha marítima, acerca do movimento de um comboio inimigo na região. O comandante do U-Boat alerta a todos os submarinos que se achavam nas cercanias da zona indicada.

 

3 horas da manhã

O submarino avista o comboio e informa, em código, a sua posição, velocidade e rumo, aos demais submarinos para formarem, pela sua gíria, a sua “alcatéia de Lobos”.

 

4:43 da manhã

Uma massa de submarinos se dirige para o objetivo e coloca-se em posição. Diferente do início da guerra, quando os ataques se realizavam individualmente, agora, com a máquina de códigos, Enigma, o sistema se aperfeiçoou. Os membros da “alcatéia” aguardam a emissão de um sinal do QG, indicando que todos os submarinos estão reunidos. O marujo encarregado de receber as mensagens criptografadas do primeiro submarino espera a mensagem do Q.G. A  atmosfera que se respira a bordo, durante a imersão, está sempre viciada pelo suor tenso da tripulação e da escassa e às vezes nula ventilação. Os purificadores de ar nada ajudam nessas horas. O espírito de equipe faz com que os homens se sintam orgulhosos apesar do sofrimento imposto.

 

8 :15 da manhã

Chuvas fortes com mar revolto

O marinheiro entrega a mensagem ao comandante. Toda a tripulação o encara e imediatamente tomam seus postos. Então, todo o grupo de submarinos se lança simultaneamente, de diferentes ângulos, sobre a presa. O comboio, sem chances de decifrar os sinais do inimigo, sem chance de interceptá-los ao serem atacados, recorrem, então, a todos os tipos de manobras evasivas e truques diversos, na tentativa de fugir do cerco inimigo. A “alcatéia”, porém, mantendo-se permanentemente em contato com o QG, e entre si, tinha muito pouca chance de ser burlada. As tentativas de fuga são exaustivas. Por fim, a “alcatéia” desfecha o golpe final... Um a um vão afundando os navios... Os alemães abatem de vez sua caça.

 

 

 

 

Junho 1940 

 

Com a conquista da França a guerra submarina toma um curso mais intenso, ao disporem os alemães de bases na costa atlântica. Os portos de Lorient, Saint Nazaire, La Pallisse e Bordéus convertem-se, a partir de então, nos centros nevrálgicos da atividade submarina. Efetivamente, até esse momento, os submarinos alemães se haviam confinado às suas bases, nas costas do Mar do Norte, o que reduzia notavelmente a ua efetividade e raio de ação na zona do Atlântico. No porto de Lorient inicia-se a construção de enormes ancoradouros, cobertos por grossas abóbadas de concreto, para proteger os submarinos contra os ataques aéreos. Estas construções são também realizadas em outras bases, e em pouco tempo exibem resultados extraordinários. 

A ocupação da França permite também aos alemães ampliar o alcance dos seus aviões e atacar os comboios britânicos, causando-lhes graves perdas. Este fato obriga os ingleses a desviar, praticamente, a totalidade da navegação das rotas do sul para o norte. Os submarinos alemães têm assim oportunidade extraordinária para aumentar o número de afundamentos, pois a concentração dos comboios em zona estreita facilita os seus ataques.

 

Além disso, a ameaça de invasão da Inglaterra obriga a Marinha britânica a reunir grande número de destróieres para a defesa das ilhas contra o iminente ataque. As formações de escolta vêem-se seriamente debilitadas, fato que também contribuiu para aumentar as vitórias dos submarinos alemães.

 

 

 

 

Segundo semestre de 1942

 

Os nazistas operam com muito sucesso na zona oriental do Caribe, e diante da costa brasileira. Os submarinos são reabastecidos por petroleiros provenientes de Penang, na costa ocidental da Malásia, que os japoneses colocam à disposição de alemães e italianos como base de operações. Durante as batalhas as formações submarinas alemães enfrentam uma oposição que aumenta, gradualmente, de intensidade. A zona costeira da América do norte e também a da América central são patrulhadas, dia a dia, com crescente eficiência. Os submersíveis alemães, em conseqüência, se vêem obrigados a abandonar zonas como a do Caribe, sulcadas permanentemente pelos navios mercantes, porém, paralelamente, patrulhadas por grande quantidade de naves de guerra e aviões de observação. Da mesma maneira, a costa da África terminara por converter-se em território proibido para os submarinos alemães.

 

O maior perigo para os submarinos agora entra na frente da batalha, tornando as presas mais difíceis de serem abatidas. Além de enfrentarem ataques com bombas de profundidade, quando submersos agora existe o risco  representado pelos aviões munidos de uma nova arma.

 

 

 

 

Setembro de 1942

 

De madrugada

A neblina espessa camufla uma unidade alemã que se encontra em navegação à superfície, longe de possíveis atacantes... Eis que repentinamente surgido entre as nuvens aparece um avião inimigo. A agitação no U-Boat cresce. O avião, sem piedade, mergulha sobre o submarino, descarregando sobre ele suas bombas de profundidade. Os alemães surpreendidos percebem que a única explicação para aquele ataque repentino era que,  indubitavelmente, o inimigo estava guarnecido com a mais nova arma: o radar para aviões.

 

 

 

Semanas se passaram...

 

Em contrapartida, os submersíveis alemães são equipados, pouco depois, de um aparelho denominado FUMB ("Revelador de radar");

 

As unidades alemães de zonas nas quais haviam obtido brilhantes triunfos são forçadas a sair com o aumento gradual do raio de ação dos aviões de observação. De fato, os aparelhos com base em terra que, em 1939, tinham um raio de ação de 130 milhas marítimas, em 1941 o haviam alongado a 300; a 600 em 1942 e, por fim, em 1943, a 800. Isto significava que os aviões com bases em Terra Nova, Islândia e Grã-Bretanha estavam em condições de cobrir, praticamente, toda a extensão do Atlântico norte.

 

 

 

Outono de 1942

 

Os submersíveis alemães, premidos pelas circunstâncias, são obrigados a recorrer a novas armas que permitem que eles ataquem e se defendam das pequenas naves de escolta, destróieres e, principalmente, de torpedeiros.

 

 

 

Os novos submarinos...

 

Os alemães estão em desvantagem, pois são obrigados a manter a luta baseada nos velhos submarinos. Estes, providos de "Snorkel" , que consiste num longo tubo que ascende até a superfície e permite a renovação do ar no interior da nave e a recarga das baterias. De dia, no entanto, a esteira do "Snorkel" é claramente visível e, também, o ruído dos motores diesel impede os tripulantes de perceber sons do exterior.

 

A única solução, em definitivo, está no motor, isto é, um submarino veloz. O professor Walter propõe à marinha alemã a construção de um submarino que utilizaria, em uma turbina de gás, o oxigênio produzido pelo peróxido de oxigênio. O submersível poderia então desenvolver uma velocidade de 25 nós em imersão.

 

Tomando como base o projeto do professor Walter, a marinha determina a construção de algumas pequenas unidades. Estes submarinos, de 80 toneladas, em linhas gerais, reagem positivamente às esperanças neles depositadas.

 

Os submarinos, no entanto, não estão em condições de levar a bordo o peróxido como combustível, pois se trata de uma substância extremamente ativa.

 

 

 

Março de 1943

 

Os aliados perdem 627.000 toneladas de embarcações.

 

 

 

5 de maio

 

Houve um progressivo e impressionante declínio de perdas de embarcações dos aliados.Já no lado dos alemães, Doenitz calculou que para cada três submarinos que tinha no mar, perdia um.

 

 

 

23 de maio

 

Donitz, vendo que não resistiria a tais perdas por muito tempo, ordenou a seus submarinos se retirem do Atlântico Norte.

 

 

 

19 de Junho de 1943

 

A esta altura dos acontecimentos, os caças anti-submarinos vencem a batalha. Os submarinos têm suas possibilidades reduzidas a poucas missões. Invariavelmente, as escoltas dos comboios aperfeiçoam os métodos de ataque e aumentam gradualmente os seus efetivos. A construção de novos navios mercantes tinha finalmente superado as perdas, e a batalha estava ganha.

 

 

 

Final de Junho

 

O Alto Comando alemão, tratando de encontrar uma solução para a situação desesperadora, adota diversas medidas para contrabalançar a superioridade do inimigo.

 

 

A coisa está feia.Um novo projeto de submarino é apresentado ao Almirante Doenitz que de imediato, vendo suas possibilidades, dá ordem de iniciar a construção. Paralelamente, confia ao Ministro Speer tudo o que se relaciona com as construções navais. Hitler, por sua vez, aprova um programa de fabricações e a primeira unidade é lançada ao mar em pouco tempo, originando grandes esperanças...

 

 

 

8 de dezembro 1943

 

Colossus entra em ação.

 

 

 

Abril até outubro de 1944

 

Mais 44 unidades do novo submarino são terminadas a qualquer custo. No entanto, as esperanças iniciais são rapidamente minadas por um grande desalento. Na verdade, todas as unidades revelam grandes deficiências e, de um modo geral, carecem de aprimoramento. Os nazistas têm que se contentar com os submarinos do tipo antigo. O dia a dia fica mais difícil. Terminou a época das "alcatéias de lobos" e do "emprego coordenado" através da máquina Enigma. Os ingleses já conseguem decifrar os códigos alemães graças à criação do computador Colossus, o "verdadeiro" primeiro computador eletronico do mundo. Os submarinos desconhecem a grande artimanha dos ingleses que fazem de tudo para esconder a sua vantagem. Para evitar suspeitas, a contra-espionagem britânica optou por espalhar em Berlim o rumor de que os Aliados tinham inventado um «super-radar» capaz de detectar o mais oculto dos submarinos. Aos poucos, os submarinos voltam a operar isolados. Chegam a ser efetuadas saídas de 66 dias; isso constituía, indiscutivelmente, um esforço sobre-humano para as tripulações.

 

 

 

Maio de 1944

 

Apesar da desvantagem, as unidades submersíveis alemães ainda oferecem campanha a 3.000 unidades navais inimigas e a vários milhares de aviões.

 

Apesar de tudo, os alemães ainda contam com armas que tornam suas naves muito perigosas. É muito eficiente, por exemplo, o "Zaunkonig", torpedo que avançava para o navio inimigo guiado pelo rumor de suas hélices.

 

 

 

29 de maio de 1944

 

O U-549, em ação individual, afunda, a oeste da ilha da Madeira, o porta-aviões de escolta americano "Block Island", que fazia parte de um grupo anti-submarino. Além disso, torpedeia um dos caça-torpedeiros da escolta; logo depois, porém, o U-549 é vítima de outro caça-torpedeiro.

 

 

 

10 de junho de 1944

 

Naves de um grupo anti-submarino americano abordam o submarino alemão U-505, que se encontra gravemente avariado. Após reparar suas avarias, rebocam-no até um porto americano.

 

 

 

Outono de 1944

 

Os submarinos alemães comprovam que a proximidade da costa inimiga lhes oferece maior segurança. A escassa profundidade dificulta a atividade dos aparelhos detectores, dificuldade agravada também pela grande quantidade de cascos afundados. Porém, a frota submarina alemã, que conta com cerca de 400 unidades, já não está em condições de modificar o curso da guerra.

 

 

 

Nos primeiros meses de 1945

 Mensagem recebida pelo alto-posto alemão no final da guerra:

 

 “As perdas de submarinos foram particularmente elevadas para todas as nações: a Alemanha, que durante toda a guerra, pôs em serviço mais de 1.100 submersíveis, perdeu mais de 800; a Inglaterra perdeu 77 unidades sobre 235; à Itália, 86, em 160; os Estados Unidos, 52 em 290; e o Japão 127 em 190.”

 

 

 

>>>>>>>>>>  FIM DA TRANSMISSÃO. <<<<<<<<<<<

 

 

                          

                                                                          para "Enigma X Colossus"