Dança vigorosa popular, caracterizada por movimentos dos braços e
projeções laterais rápidas dos pés. Originalmente era dançada
pelos negros do sul dos Estados Unidos e recebeu o nome da cidade de
Charleston, na Carolina do Sul.
Dançavam em pistas de clubes, como o Cotton Club, ao som de uma
orquestra formada exclusivamente por negros e freqüentada por uma
elite branca.
As mulheres agitam os vestidos curtos, de cintura baixa e muitas
franjas e, ao som do charleston, balançando os longos colares de
cristal ou ondulando as plumas e os leques. As mãos cruzavam e
descruzavam sobre os joelhos, levemente curvados cobertos por meias de
seda em tons de bege, sugerindo pernas nuas, que se encostam e se
afastam, seguindo o ritmo frenético. Num outro passo, levantavam as
pernas e finalizavam com os agitos das mãos no ar imitando pandeiros.
O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso
diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até
os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a
"la garçonne", como era chamado. A mulher sensual era
aquela sem curvas, seios e quadris pequenos, que soubesse se agitar na
hora da dança e executar passos mais audaciosos com seus parceiros.
JAZZ
Música norte-americana nascida da confluência de ritmos afro com o
charleston e o foxtrote. O jazz é uma das categorias musicais que
mais exerceu influência sobre a música popular moderna. Fazem parte
de sua estrutura improvisações e solos, que abriram novas
possibilidades harmônicas e rítmicas introduzindo novos elementos e
novos instrumentos nos naipes que constituem a base instrumental da música
popular.