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 CARMEN

 

 

 

Quem nunca ouviu Carmen?

 

>> Nessa viagem no livro "O Fantasma da Ópera Carmen" Caio Zip acaba descobrindo a ópera Carmen juntamente com o Impressionismo e a ciência em 1885. Carmen, composta por Bizet, é uma das óperas mais freqüentemente apresentadas em todo o mundo. Várias de suas melodias são familiares para multidões que nunca viram ou ouviram uma ópera.<<

 

 

 

Georges Bizet

(1838-1875)

 

               

 

    

Sevilha na Espanha do séc. XIX. Carmen é uma cigana que trabalha numa fábrica de tabacos. Sua beleza quente seduz os homens especialmente o inocente  soldado Don José que se torna completamente obcecado. Por esse amor, ele resolve abandonar a farda e torna-se o amante  até o ponto de fazer parte de um bando de contrabandistas, amigos da bela cigana. Pela liberdade de amar, Carmen acaba deixando o pobre amante para ficar com um famoso toureador. O soldado enfeitiçado então é tomado por um acesso de ira e ciúme.

 

 

Carmen é uma música, tão peculiar quanto o enredo, e por essa razão foi motivo de igual controvérsia. A crítica, na imprensa da época, mostrou-se dividida. A maioria, é certo, tratou a ópera de Bizet como um espetáculo repugnante e obsceno. "Se fosse possível imaginar Sua Majestade Satânica escrevendo uma ópera, Carmen seria o tipo de obra que se esperaria", diria o Music Trade Review, de Londres.

Houve, porém, apoio "Bizet quer pintar homens e mulheres de verdade, alucinados, atormentados pelas paixões, pela loucura. Assim, a orquestra conta suas angústias, seus ciúmes, suas cóleras e a insensatez geral", foi a avaliação publicada no Le National, de Paris.

A originalidade de Carmen acabaria triunfando sobre os preconceitos e valores da época assim como o
Impressionismo que lutava por sua visão inovadora na pintura. Mas Bizet não viveria a tempo de assistir a seu próprio triunfo. Exatamente três meses após a polêmica estréia, recolhido a Bougival, uma pequena cidade do interior da França, ele morreria de um ataque do coração.

Sua trajetória musical havia sido rápida e surpreendente. As primeiras obras, Os Pescadores de Pérolas, de 1863, A bela moça de Perth, de 1867, e Djamileh, de 1872, pouco ou nada deixavam antever a revolução proporcionada por Carmen.

Nascido na capital francesa em 1838, Bizet era filho de um professor de canto e de uma pianista. Aos nove anos, os pais o matricularam no Conservatório de Paris. Em 1857, com 19 anos de idade, ganhou o cobiçado Grande Prêmio de Roma e foi estudar na Itália, onde passaria três anos. 

Pouco depois de retornar a Paris, perdeu a mãe, morta em 1861. Casaria apenas em 1869, com Geneviéve, filha de Fromental de Halévy, seu antigo professor no Conservatório de Paris. No ano seguinte, a alistou-se na Guarda Nacional e foi lutar na guerra franco-prussiana. mais tarde, tentou batalhar por sua carreira de compositor. 

A primeira das óperas de Bizet a atingir os palcos profissionais foi Les Pêcheurs de Perles (Os Pescadores de Pérolas), que foi apresentada dezoito vezes após sua première no Théâtre Lyrique em 1863.

 Dos vários projetos de ópera nos quais ele trabalhou, mais dois foram para os palcos -La Jolie Fille de Perth em 1867, Djamileh em 1872- 

Bizet acreditava que essa última lhe traria a consagração, mas a obra foi recebida com frieza pelo público e pela incompreensão da crítica ao novo. Embora sofrendo com o  desapontamento, ele continuou a enfrentar de frente por seu grande amor compondo a ópera Carmen.

 Carmen foi baseada em um pequeno romance, de mesmo título, de Prosper Mérimée (1845), inspirado, por sua vez, nos escritos de Georges Henry Borrow, um inglês que viveu entre os ciganos espanhóis. Após ler a história original, Bizet decidiu transformá-la em ópera, com libreto escrito por Henri Meilhac e Ludovic Halévy. Sem nunca ter visitado a Espanha, Bizet pesquisou alguns elementos da música espanhola e acrescentou alguns outros, derivados de sua grande criatividade. 

 

A estréia de Carmen na Opéra Comique em 1875 foi um desastre. Boa parte da crítica da época  definiram a composição como sendo uma "música francesa querendo se passar por espanhola".

 

Apenas alguns meses após a estréia da ópera, morreu em seu sexto aniversário de casamento no auge de seus 36. A causa oficial da morte foi um ataque do coração , "reumatismo articular agudo ". Foi enterrado no cemitério de Père Lachaise, Paris, France.


O compositor não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria logo a seguir.

 Elogios vieram de ilustres como Camille Saint-Saëns-Saëns, Peter Tchaikovsky, e Claude Debussy, que reconheceram sem dúvida alguma a grandeza daquele músico revolucionário e foram proféticos ao acreditarem que a ópera se tornaria a mais popular de todo mundo.

O pensador alemão Nietzsche apaixonou-se pela obra de Georges Bizet, principalmente pela ópera Carmen, a qual assistiu dezenas de vezes. Seu primeiro contato com esta ópera foi em Nice, em 1887.

Nos dez anos seguintes,Carmen seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, em toda a Europa. Depois de arrebatar as platéias em sua versão lírica,  também seria celebrada no século 20, com várias versões cinematográficas, entre elas as dirigidas pelos cineastas Carlos Saura e Jean-Luc Godard.

 

Quase um século antes da liberação feminina, Carmen já era uma fonte de inspiração. A cigana de Bizet previa  com frases e atos contundentes como:

 

 "O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar’

 

O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar, não adianta chamá-lo, pois ele só vem quando quer.”

 

 Tu crês prendê-lo; ele te evita. Crês evitá-lo; ele te prende.

 

 "Se não me amares, eu te amarei, se eu te amar, cuidado!’

 

 ‘O meu coração é livre como um pássaro’

 

 ‘Quem quer a minha alma? Ela está livre!’, ‘Não tenho medo de nada. Carmen nunca cederá! Nasceu livre e livre morrerá!".

 

 

 Mas o que será que a ópera Carmen tem a ver com a CIÊNCIA?

 

Série Caio Zip em : O Fantasma da Ópera Carmen

>> Nessa viagem no tempo de 1885 Caio Zip acaba levantando a cortina e descobre a magia da Ópera de Paris. Lá, ele vê em cena  o
impressionismo exibido por Monet, Degas ,  Van Gogh e a matemática, representada por H. G. Wells, Sherlock Holmes... Tudo isso envolvido com a famosa ópera de Bizet, Carmen, e como não poderia deixar de ter enigmas matemáticos e assassinatos. <<

 

 

   

 

 

     

 Veja  AQUI um trecho do Livro O Fantasma da Ópera Carmen 

 

 

 

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