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  A Astronomia é um mapa infinito sobre cabeças sonhadoras( Regina Gonçalves)

  Observar o céu estrelado tem sido muito mais que uma fonte de inspiração para o ser humano. O movimento dos corpos celestes revela-se periódico e por isso tem sido associado às variações do clima da Terra.

  Desde os tempos mais remotos, contemplar as estrelas é o momento em que podemos reverenciar nossa existência. ( Regina Gonçalves)

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   A presença de certos grupos de estrelas no céu passou a indicar os períodos de seca e chuva e portanto a época adequada ao plantio e à colheita. A posição do Sol no horizonte ao longo do ano ajudou-nos a compreender as estações climáticas. A Lua, com suas fases, sugeriu os períodos mensais e semanais e explicou o ciclo das marés. São inúmeros fenômenos cuja periodicidade foi associada a dos eventos celestes.

   Na alquimia, a astronomia exerce um papel fundamental, desde a escolha do momento certo para o início da obra, da colheita dos materiais utilizados, até o momento mais propício para o alquimista trabalhar.

   A matemática usada em combinação à astronomia muitas  vezes nos dão pistas, baseados nas posições dos astros na ocasião,de quando ocorreram certos fatos históricos

   A origem da astronomia está na pré-histórica há registros datados de 50.000 anos, existem registros através de pinturas rupestres, esculturas, túmulos, gravações em pedras e artefatos construídos com rochas como o de Carnac (França), Callanish (Escócia) e Stonehenge (Inglaterra) datado de 3.000 a.C. que geralmente marcam o nascimento do Sol, Lua e algumas estrelas. Existem gravações em rochas que representam as constelações de Ursa Maior, Ursa Menor e o aglomerado de estrelas Plêiades. Algumas construções estão orientadas na direção do Sol nascente.

    A Astronomia na Mesopotâmia

     Os sumerianos foram os primeiros a cultivar a astronomia. A princípio, observavam os astros por motivos místicos, porém com o tempo foram aperfeiçoando-se  e começaram a analisar os fenômenos celestes.    Surgem, assim, as primeiras aplicações de métodos matemáticos para exprimir as variações observadas nos movimentos da Lua e dos planetas. A introdução da matemática na astronomia foi o avanço fundamental na história da ciência na Mesopotâmia.

    Na China

     Como na Mesopotâmia, foi essencialmente religiosa e astrológica. Há dificuldade de reconstituir todo o conhecimento astronômico chinês, pois no ano 213 a.C. todos os livros foram queimados por decreto imperial. O que existe de mais antigo em matéria de astronomia remonta ao século IX a.C.

     Os chineses previam os eclipses, pois conheciam sua periodicidade. Usavam um calendário de 365 dias. Deixaram registros de anotações precisas de cometas, meteoros e meteoritos desde 700 a.C.

    No Egito

     As estrelas sempre orientaram os egípcios, na navegação na agricultura e até na localização ideal para se construir as suas famosas pirâmides. Elaboraram mapas dos céus, distinguindo estrelas de planetas, juntando-as em constelações. Desenvolveram ainda o calendário solar de 365 dias divididos em 12 meses de 30 dias, mais 5 dias festivos

 

    Na Grécia

     Com o conhecimento herdado dos povos mais antigos, surgiram os primeiros conceitos de Esfera Celeste, uma esfera de material cristalino, incrustada de estrelas, tendo a Terra no centro. Sem conceitos sobre a rotação da Terra, os gregos imaginaram que a esfera celeste girava em torno de um eixo passando pela Terra. Observaram que todas as estrelas giram em torno de um ponto fixo no céu e consideraram esse ponto como uma das extremidades do eixo de rotação da esfera celeste.

    Os Astrônomos da Grécia Antiga

        Tales de Mileto (~624-546 a.C.) introduziu na Grécia os fundamentos da geometria e da astronomia, trazidos do Egito. Já convencido da curvatura da Terra, sabia que a Lua era iluminada pelo Sol e previu o eclipse solar do ano 584 a.C.

       Pitágoras de Samos (~572-497 a.C.) acreditava na esfericidade da Terra, da Lua e de outros corpos celestes. Achava que os planetas, o Sol, e a Lua eram transportados por esferas separadas da que carregava as estrelas. Foi o primeiro a chamar o céu de cosmos.

       Aristóteles de Estagira (384-322 a.C.) professor de Alexandre, o Grande, observou que as fases da Lua dependem de quanto da parte da face da Lua iluminada pelo Sol está voltada para a Terra. Dessa forma, pôde explicar os eclipses; argumentou a favor da esfericidade da Terra, já que a sombra da Terra na Lua durante um eclipse lunar é sempre arredondada. Afirmava que o Universo é esférico e finito, tendo a Terra como centro.

      Heraclides de Pontus (388-315 a.C.) propôs que a Terra girava diariamente sobre seu próprio eixo, que Vênus e Mercúrio orbitavam o Sol, e a existência de epiciclos.

      Aristarcos de Samos (310-230 a.C.) foi o primeiro a propor a Terra se movia em volta do Sol, antecipando Copérnico em quase 2.000 anos. Entre outras coisas, desenvolveu um método para determinar as distâncias relativas do Sol e da Lua à Terra e mediu os tamanhos relativos da Terra, do Sol e da Lua.

     Eratóstenes de Cirene (276-194 a.C.), bibliotecário e diretor da Biblioteca Alexandrina de 240 a.C. a 194 a.C., foi o primeiro a medir o diâmetro da Terra.

 

     Ptolomeu (87-150 d.C.) Claudius Ptolemaeus foi o último astrônomo importante da antiguidade. Ele compilou uma série de treze volumes sobre astronomia, conhecida como o Almagesto, que é a maior fonte de conhecimento sobre a astronomia na Grécia. A contribuição mais importante de Ptolomeu foi uma representação geométrica do sistema solar, geocêntrica, com círculos e epiciclos, que permitia predizer o movimento dos planetas com considerável precisão e que foi usado até o Renascimento, no século XVI.

Na Idade Média

     Nicolau Copérnico (1473 - 1543) apresenta o sistema heliocêntrico. A base deste novo pensamento veio, em parte, das escolas bizantinas. Manteve durante toda a vida a idéia da perfeição do movimento circular, sem supor a existência de outra forma de movimento.

     Johannes Kepler (1571 - 1630) descobriu as três leis que regem o movimento planetário.

 

A grande revolução da Astronomia e das ciências de cálculos ocorreu depois que

     Galileo Galilei (1564 - 1642)  Galileu desenvolveu o método científico e resolveu apontar um telescópio (luneta de galileana) para o céu.

Usando o telescópio foi possível fazer medidas mais precisas e com isso pode-se mostrar que a Terra girava ao redor do Sol, e não o contrário como se pensava até aquela época.

Por suas afirmações, Galileo foi julgado e condenado por heresia em 1633. Sentenciado ao cárcere, Galileo, aos setenta anos, renega suas conclusões de que a Terra não é o centro do Universo e imóvel. Apenas em 1822 foram retiradas do Índice de livros proibidos as obras de Copérnico, Kepler e Galileo, e em 1980, o Papa João Paulo II ordenou um reexame do processo contra Galileo, o que eliminou os últimos vestígios de resistência, por parte da igreja Católica, à revolução Copernicana.

Não se deve esquecer que foram os grandes observadores e teóricos dessa época, como Hevelius, Huygens e Halley, que ajudaram a erguer a nova astronomia.

A Nova Astronomia

     Sir Isaac Newton (1643 - 1727)  Das suas teorias com sua lei de gravitação, surge a confirmação das leis de Kepler. No domínio da óptica, Newton inventou o telescópio refletor, discutiu o fenômeno da interferência, desenvolvendo as idéias básicas dos principais ramos da física teórica, nos dois primeiros volumes do Principia, com suas leis gerais, mas também com aplicações a colisões, o pêndulo, projéteis, fricção do ar, hidrostática e propagação de ondas. Somente depois, no terceiro volume, Newton aplicou suas leis ao movimento dos corpos celestes. O Principia é reconhecido como o livro científico mais importante escrito.

      Johann Carl Friedrich Gauss ( 177 - 1855) Os trabalhos astronômicos de Newton são apenas comparáveis aos de Gauss, que contribuiu para a astronomia com a teoria da determinação de órbitas, com trabalhos importantes de mecânica celeste, de geodésica avançada e a criação do método dos mínimos quadrados. 

A Astronomia Moderna

     Albert Einstein  (1879-1955)   Depois de 1905, , a física nunca mais voltaria a ser a mesma.  Foi nesse ano de milagres que surgiram os cinco artigos notáveis, em três áreas distintas da física: os quanta de luz, o movimento browniano e a Teoria da Relatividade  que constitui as bases da física moderna.

 

A espectroscopia estelar, a construção dos grandes telescópios, a substituição do olho humano pelas fotografias, e os objetivos de sistematização e classificação, fizeram a astronomia evoluir mais nestes últimos cinqüenta anos do que nos cinco milênios de toda sua história.

As principais divisões da astronomia são a astrometria, que trata da determinação da posição e do movimento dos corpos celestes; a mecânica celeste, que estuda o movimento dos corpos celestes e a determinação de suas órbitas; a astrofísica, que estuda as propriedades físicas dos corpos celestes; a astronomia estelar, que se ocupa da composição e dimensões dos sistemas estelares; a cosmogonia, que trata da origem do universo, e a cosmologia, que estuda a estrutura do universo como um todo.

A pesquisa espacial deu não só à cartografia, mas a todos os estudos das ciências na Terra e, em especial, aos levantamentos dos recursos naturais do planeta, um novo dimensionamento.

                         

                                                                                                                                                 A conquista do espaço é um velho sonho da humanidade.

         Os gregos, por exemplo, criaram  antigas lendas, como a de Ícaro  que enquanto fugia de uma prisão, usando asas de cera construídas por seu pai, Dédalo, ficou tão  fascinado com o vôo que ao seguir em direção ao Sol teve suas frágeis asas de cera derretidas.

         Muito tempo já se passou. A ciência foi se desenvolvendo rapidamente. A astronomia caminhou a passos largos e em pouco tempo, o sonho se transformou em realidade. Hoje, a humanidade alcançou seu antigo sonho de conquistar as estrelas. Vivemos em plena era espacial, em plena realização de lendas!

Um ser só tem consciência de sua ignorância quando contempla as estrelas. Só através dos sonhos o homem pode criar. Foi assim que ele conquistou o direito de sair das escuras cavernas e abandonar a sombria ignorância, tornando assim sua realidade menos dura, menos sofrida.

       Se não pudéssemos contemplar uma noite estrelada, jamais poderíamos ter nos aventurado pelos mares. As constelações guiaram navegantes chineses e ocidentais durante séculos. Na sua busca em desvendar as complexas engrenagens dos movimentos celestes, o gênio sonhador humano foi criando novas ferramentas para entender a natureza. Sem Astronomia não conheceríamos as Leis de Newton. E foi a Mecânica Celeste que inspirou o surgimento de cálculos utilizados hoje em meios tão diversos quanto a Medicina, Engenharia, Economia ... ( Regina Gonçalves)

E como alguém já constatou: “A VERDADE ESTÁ LÁ FORA!      

 

BIBLIOGRAFIA

LUCIE, Pierre H. A Gênese do Método Científico. Rio de Janeiro: Campus, 1978.

MOURÃO, R. R. DE Freitas e CASANOVAS, C. F. de Freitas. Astronomia, in Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo, Britannica, 1969.

RONAN, Colin A. História Ilustrada da Ciência. Rio de Janeiro: Jorge

    Zahar,1987.