|
|
||
|
||
|
|
||
|
|
Na Terra, já teriam existido inúmeras outras civilizações em diversas épocas remotas, dentre elas várias seriam mais evoluídas que a nossa. Estas civilizações tiveram uma existência cíclica, com o nascimento, desenvolvimento e morte ocorrida provavelmente por meio de grandes catástrofes, como a queda de um grande meteoro, inundações, erupções vulcânicas. Esses desfechos naturais acabavam por reduzir grandes civilizações a um número ínfimo de sobreviventes ou mesmo por dizimá-las, fazendo com que uma nova civilização brotasse das cinzas.
Os conhecimentos sobre a alquimia estariam impregnados no inconsciente coletivo de todas as civilizações até hoje ou poderiam ter sido transmitidos pelos poucos sobreviventes, desta maneira a alquimia teria resistido ao tempo.
Os textos chineses antigos se referem as "ilhas dos bem aventurados" que eram habitadas por imortais. Acreditava-se que ervas contidas nestas três ilhas após sofrerem um preparo poderiam produzir a juventude eterna, seria como o elixir da longa vida da alquimia.
No ocidente, o Egito é considerado o criador da alquimia. O próprio nome é de origem árabe (Al corresponde ao artigo o), com raiz grega (elkimyâ). Kimyâ deriva de Khen (ou chem), que significa "o país negro", nome dado ao Egito na Antigüidade. Outros acham que se relaciona ao vocábulo grego derivado de chyma, que se relaciona com a fundição de metais. Os alquimistas relacionam a sua origem ao deus egípcio Toth, que os gregos chamavam de Hermes (Hermes Trimegisto). Alguns alquimistas o consideravam como um rei antigo que realmente teria existido, sendo o primeiro sábio e inventor das ciências e do alfabeto. Por causa de Hermes a alquimia também ficou conhecida como arte hermética ou ciência hermética.
A filosofia hindu de 1000 a.C. apresentava algumas semelhanças com a alquimia chinesa, como por exemplo "o soma", cujo conceito assemelhava-se ao do elixir da longa vida.
"Alexandre "o Grande" foi quem primeiro teria disseminado a alquimia durante suas conquistas. Posteriormente, os árabes, sob a influência dos chineses, trouxeram a alquimia para o ocidente ao redor do ano 950, inicialmente para a Espanha. Construíram-se escolas e bibliotecas que atraíam inúmeros estudiosos.
A cidade de Alexandria era o reduto dos alquimistas. O alquimista grego mais famoso foi Zózimo (século IV), que nasceu em Panópolis e viveu em Alexandria, escreveu uma grande quantidade de obras. Nesta época, várias mulheres dedicavam-se a alquimia, como por exemplo Maria, a judia, que inventou o um banho térmico com água muito utilizado nos laboratórios atualmente, o "banho-maria", Kleopatra que possivelmente não seria a Rainha Cleópatra, Copta e Teosébia. Os persas conheciam a medicina, magia e alquimia. A alquimia possuía um pouco da imagem da população de Alexandria, era uma mistura das práticas helenísticas, caldaicas, egípcias e judaicas.
Conta-se que o primeiro europeu a conhecer a alquimia foi o teólogo e matemático monge Gerbert, que mais tarde tornou-se papa, no período de 999/1003, com o nome de Silvestre II. Na Itália Miguel Scott, astrólogo, escreveu uma obra intitulada De Secretis em que a alquimia estava constantemente presente.
A alquimia deixou muitas contribuições para a química, como subproduto de seus estudos, dentre elas podemos citar: a pólvora, a porcelana, vários ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais (antimônio), técnicas físico-químicas (destilação, precipitação e sublimação), além de vários equipamentos de laboratório. Na China produzia-se alumínio no século II e a eletricidade era conhecida pelos alquimistas de Bagdá desde o século II a.C. Os alquimistas procuram reduzir a matéria à unidade comum, para assim poderem reestruturá-la, tornando possível a transmutação. Esta unidade da matéria constitui tudo que existe, desde os átomos que se combinam para formar as moléculas, e estas irão formar outras substâncias mais complexas, os organismos, até os planetas que formam os sistemas e galáxias. Portanto, todas as coisas possuem a mesma unidade fundamental, este é o postulado fundamental da alquimia "Omnia in unum" (Tudo em Um).
A alquimia, além do aspecto espiritual, constitui uma verdadeira ciência que tem uma relação com a Astronomia, pois tem como finalidade compreender a matéria e o cosmo, ou seja, o microcosmo e o macrocosmo. Tenta também reproduzir de forma mais rápida o que a natureza leva milênios para conseguir. Como em qualquer área do conhecimento, a alquimia possuía uma linguagem própria. Para tentar transmitir conhecimentos que não havia palavras específicas para expressar eles utilizaram termos conhecidos, que transmitiam uma idéia rudimentar de algum evento. Assim utilizavam os termos Água, Terra, Ar e Fogo para explicar os quatro elementos, correlacionando-os respectivamente com o estados líquido, sólido, gasoso e energia. O fogo simbolizava todos os tipos de energia, inclusive a energia imaterial dos corpos, o "éter", ou estado "etéreo". O conceito de estado gasoso não ficou conhecido pelo ocidente até o século XVIII com as pesquisas de Lavoisier. Isto demonstra o quanto os Alquimistas estavam adiantados em relação aos sábios de seu tempo. Os quatro elementos, porém, não eram suficientes para expressar todas as características e assim os alquimistas adotaram os termos Enxofre, Mercúrio e Sal
Água - penetrante, dissolvente e nutritiva Terra - solidez que estabiliza a matéria, suporte para o líquido Ar - gasoso, expansivo, volátil Fogo - energia que acelera o processo, aquece, ilumina Éter - equilibra e penetra nos corpos, é a força viva A terra e a água constituem estados visíveis, enquanto o fogo e o ar são estados invisíveis.
Muitos alquimistas foram grandes profetas como Nostradamus, Paracelso, dentre outros, e todos eles acreditavam que em breve, no fim de mais um ciclo terrestre, haveria uma grande catástrofe que seria um novo começo para a humanidade. Restaria uma consciência coletiva, a mesma que deu origem a alquimia em outros ciclos.
Existe uma crença na alquimia da criação artificial de um ser humano, o homúnculo ou Golem, porém estes relatos de alguns alquimistas célebres poderiam referir-se de forma figurada ao processo de fabricação da pedra filosofal, onde o homúnculo representaria a matéria prima para a fabricação da pedra ou então uma fase da iniciação em que o homem ressurge após a morte do outro já degradado. Na concepção alquímica tudo o que existe é vivo, até mesmo os minerais. Os metais vivem, crescem, reproduzem-se e evoluem. Portanto qualquer metáfora sobre seres vivos podem estar referindo-se também ao reino mineral.
A natureza e todos os seus constituintes devem ser respeitados para que a harmonia perfeita possa ser mantida. Esta consciência opõe-se claramente a forma de encarar a natureza até hoje, em que esta deve ser explorada o máximo possível e ainda consideram isto a evolução da humanidade. Voltar às raízes, a ver, sentir e ouvir a natureza, significa incorporar-se a ela, para relembrar o remoto passado quando fazíamos parte dela integralmente.
para "druidas"
|
|
|
|
||
|
|
||