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CAIO Z|P
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Alexandre, O Grande
>> Nesse livro da série Caio Zip, o viajante do tempo cai em meio a uma batalha onde os soldados avançam sobre os adversários, como um bloco bem resistente, gritando numa só voz: -Alexandros! <<
>>Alexandre, o Grande. Este mosaico, encontrado em Pompéia, foi feito em 310 a.C. <<
Alexandros III Philippou Makedonon (356-323 B.C.)
Embora a data exata do seu nascimento não seja confirmada (20 de julho é a mais aceita), as lendas contam que nesse dia o templo de Artemisa se incendiou — Um sinal de que Alexandre cresceria para a grandeza. Filho do rei Filipe II e da rainha Olímpia, princesa do Epiro, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido.
Alexandre, o Grande
Quando tinha 13 anos,
seu pai incumbiu um dos homens mais sábios da sua época,
Aristóteles,
de educá-lo.
Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política,
matemática, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo
em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides
e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de
tal forma que em poucas horas dominou Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável
montaria.
O jovem príncipe também gostava, particularmente, de ler os trabalhos de Homero. De fato, ele adorava tanto a Ilíada que adotou Aquiles como seu exemplo de vida.
Apesar do apelido dado por causa da grandeza de suas conquistas, media apenas 1,52m.
Tendo por mãe uma princesa epirana, Alexandre acreditava ser descendente de Aquiles que foi cultuado como um deus e um dos grandes personagens da batalha em Tróia. Segundo a lenda, Aquiles foi atingido no calcanhar por uma traiçoeira flecha disparada pelo amante de Helena, Páris - também conhecido pelo nome de ALEXANDRE.
Com apenas 16 anos, já se encarregava das colônias quando o Rei Filipe estava de viagem. Nesta mesma época, fundou sua própria colônia, Alexandroupolis.
Na
arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe
transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando. O enérgico
e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no
comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na
batalha de Queronéia em 338 a. C. Em 337 a.C. Filipe II casou-se com uma jovem chamada Cleópatra, sobrinha de Átalo, nobre importante macedônio. Olímpia ficou assim preterida e se exilou no Épiro com seu filho Alexandre, pois este entrara em conflito com seu pai. Só em 336 a.C. é que Alexandre se reconciliou com Filipe II e volta à Macedônia. Alexandre tinha uma irmã também chamada Cleópatra (356-308 a.c), filha de Olímpia e do rei Filipe. A irmã se casou com o meio irmão de Olímpia, Alexandre de Epiro. Durante as festividades, o pai da noiva, rei Felipe, foi assassinado por Pausânias em 336 a.C. O criminoso foi capturado e morto imediatamente. Há suspeitas que o mandante tenha sido o rei persa ou, quem sabe, por vingança da esposa Olímpia. Há a suspeita também de que Alexandre conhecia o plano para eliminar o pai. A segunda esposa do pai de Alexandre foi forçada a cometer suicídio e seu filho com Filipe foi morto.
Depois
do assassinato de seu pai , Alexandre, com 20 anos, subiu ao trono da Macedônia e
se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino. Para tão árdua empresa
contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja
principal arma era a sarissa (lança de 5,5 metros de comprimento), máquinas de guerra
(como catapultas, aríetes e as balistas) e
cavalaria, que constituía a base do ataque.
O início das suas conquistas
Imediatamente
depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias
cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos trácios e
ilírios, aos quais logo dominou. Em contrapartida, na Grécia, a cidade de
Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual
morreram milhares de tebanos. Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projeto: a conquista do império persa, a mais assombrosa campanha da antiguidade. Em 334 cruzou o Helesponto, Alexandre penetrou na Ásia Menor, visitou as ruínas de Tróia, em memória de Aquiles, o seu herói preferido.
Avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira
vez e alcançou importante vitória. Prosseguiu triunfante, arrebatando cidades
aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "nó górdio",
o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia. Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dario III, foi a seu encontro. Na batalha de Isso (333) consumou-se a derrota dos persas. A família de Dario - sua mãe, sua esposa, duas filhas e um filho - cai prisioneira de Alexandre, assim como o enorme tesouro que o rei persa levara para Damasco. Alexandre trata toda família com respeito. Dario foge com o que resta de seu exército. Assim se deu o inicio do ocaso do grande império.
Depois de vencer o rei persa na Ásia Menor, Alexandre se empreendeu na conquista das cidades fenícias (332 a. C.). A cidade na ilhota de Tiro se recusou e por isso o rei macedônio assediou-a e começou a construir uma ponte flutuante com 60 metros de largura, desde a praia até a ilha. numa distancia de 780 metros. Ele usou os escombros da velha cidade de Tiro, limpando completamente o terreno, para fazer sua "estrada" levando-a até a cidade na ilha de modo que ela é hoje uma península.. Depois de um cerco de sete meses, ele tomou a cidade. Sua fúria contra os tírios foi grande; ele matou 8.000 dos habitantes e vendeu outros 30.000 para a escravidão , inclusive mulheres e crianças.
A
cidade de
Gaza, no sul da
Palestina, foi a próxima a ser sitiada e cai após 2 meses de cerco. Após
essas grandes conquistas o rei macedônio viajou para o Egito com o seu temido
exército.
Diferente dos persas, Alexandre fez uma campanha pacífica, sem grandes derramamentos de sangue, encerrada rapidamente quando o sátrapa (governador colonial) persa rendeu-se sem luta em Mênfis. Diz a lenda que o principal objetivo de Alexandre ao invadir o Egito era garantir seu acesso ao oráculo que profetizava em um oásis no interior do Deserto Ocidental. O rei da Macedônia iniciou um processo pessoal de orientalização ao tomar contato com a civilização egípcia. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios, ao contrário dos antigos reis persas, e até se apresentou no santuário do oásis de Siwa.
Quando Alexandre, O Grande, entrou no Egito, iniciou-se uma nova dinastia de
faraós gregos. A
dinastia ptolemaica surgiu após a morte de Alexandre com Ptolomeu I, homem de
confiança de Alexandre, sendo o precursor. Essa dinastia que durou 300 anos deu origem a famosa Cleópatra VII
que perdeu o poder para os e romanos.
Isso fez com que a era dos faraós terminasse no Egito. Os romanos então ocuparam
o Egito, que fez parte do Império do Oriente até a conquista árabe, quando o
poder passou aos mamelucos. A expedição francesa ao Egito, comandada por
Napoleão Bonaparte durou
de 1798 até 1801. Nessa expedição foi encontrada a famosa Pedra de
Roseta que foi a base
para a decifração dos Hieróglifos
interior do oráculo de Amon
Junto
com um pequeno grupo
de acompanhantes, Alexandre postou-se no pátio do templo enquanto era realizada
a procissão dedicada a Amon. A imagem do deus foi colocada num barco,
carregado nos ombros dos sacerdotes. A descrição é do arqueólogo egípcio Ahmed Fakhry, tomando como base os relatos clássicos de Plutarco, Arriano e
Pausânias. “Mulheres versadas em música, jovens e velhas, trajando vestes
brancas, dançavam e cantavam. Toda a procissão marchou em torno do pátio do
templo, dando várias voltas na presença de Alexandre e de seus acompanhantes,
até que o sumo-sacerdote anunciou que o
coração do deus estava satisfeito com
o ritual. Relutante em fazer perguntas diante de seus acompanhantes, o
conquistador macedônio pediu para ficar sozinho com o deus. Foi então
conduzido ao cella (santuário) do templo, onde estava guardado seu barco
sagrado. Depois de passado algum tempo, retornou para juntar-se aos seus amigos,
que lhe perguntaram sobre o que havia acontecido e quais eram as respostas do oráculo.
O soberano respondeu apenas que tudo havia ocorrido de acordo com suas
melhores expectativas. Ele manteve as consultas em segredo absoluto, e ao
escrever posteriormente para sua mãe, Olímpia, contou ter recebido certas
respostas confidenciais do oráculo, que iria comunicar só a ela, pessoalmente,
quando voltasse à Macedônia. Mas, depois de visitar Siwa, Alexandre prosseguiu
com suas campanhas para conquistar a Ásia e não viveu para reencontrar-se com
a mãe. Morreu oito anos mais tarde levando o segredo com ele para a tumba.”
Em 332 a.c. Alexandre fundou Alexandria. A Alexandre "o Grande" foi quem teria disseminado a alquimia durante suas conquistas aos povos Bizantinos e posteriormente aos Árabes.
Imagem da possível Alexandria
novamente Dario na batalha de Gaugamela (331), cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Dario, que fugiu da batalha, como da vez anterior, foi assassinado pelos próprios persas ( 330). Em região remota e montanhosa, Persépolis era a sede do governo persa apenas na primavera. O império aquemênida era efetivamente administrado em Susa, na Babilônia, ou em Ecbatana. Isso explica por que os gregos não conheciam Persépolis até a invasão de Alexandre o Grande, que, no ano 330 a.C., incendiou o palácio de Xerxes, provavelmente isso ocorreu porque a cidade mergulhou numa profunda desordem com os saques realizados pelos seus comandados. Alexandre o Grande foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa. Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus lugares-tenentes macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca. Os confrontos se sucederam. Alexandre descobriu uma conspiração para matá-lo e executou o general Filotas filho de Parmênion velho oficial de seu pai Felipe que também é morto. Durante uma festa, o oficial Clito, o Negro, que salvara Alexandre várias vezes durante batalhas e serviu a Filipe II , questionou as atitudes orientalizantes e também alegou que Alexandre tudo devia ao seu pai Filipe. Num momento de ira, Alexandre, ofendido e bêbado, empurrou os outros oficiais na sua frente e matou o amigo . Quando finalmente tomou consciência de seu ato, o grande conquistador se arrependeu e considerou aquela perda como o maior erro de sua vida.
Em 329 a.C. aconteceu a conquista da Samarcanda, da Bactriana, da
Sogdiana (região onde hoje é o Afeganistão e Turquistão) e a tomada de Maracanda, nos confins orientais do Império
Persa. Em Bactros Alexandre casou-se com Roxana, filha do sátrapa da
Bactriana derrotado, com quem teve um filho chamado
Alexandre IV. Durante a conjuração dos pajens e Alexandre mandou executar Calistenes, sobrinho de Aristóteles, que o acompanhava como historiador.
Ruínas de Persépolis
em direção ao Oriente,
nem mesmo por sua marcha prosseguir por uma região bem desconhecida dos gregos.
Para isso entrou em ação na campanha o grupo de seu estado-maior guarnecido de
cientistas, historiadores, cartógrafos, engenheiros e médicos militares. Em 326 a.c dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, na qual fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala - esta erigida em memória de seu famoso cavalo morto durante o combate contra o rei Poros às margens do rio Hidaspe. Como o rei indiano se rendeu, Alexandre o tratou com respeito e o tornou aliado.
Os
macedônios prosseguiram com sua jornada e
tiveram o desprazer de se deparar com crocodilos nadando no rio e naquela época
só se tinha conhecimento desse “grande lagarto” no rio Nilo... Será que
então não foi fácil acreditar, erroneamente, que haviam encontrado a nascente
do famoso rio egípcio? O derretimento da neve das gigantescas montanhas, que
desce tanto pelo rio Indo quanto pelo Hidaspe explicaria as inundações
anuais das terras egípcias? Para tirar a dúvida ordenou que seu almirante
Nearcos construísse imediatamente uma frota apropriada para uma expedição,
enquanto prosseguia com o restante na sua conquista ao mundo desconhecido.
A
chuva dos trópicos havia começado, as matas emaranhadas, antes secas
transformaram-se em terríveis florestas lamacentas: já não podiam mais acender fogo,
secar a roupa tão desgastada ou cozinhar. Além disso tinham que enfrentar os insetos sugadores
de sangue, os tigres famintos, as cobras venenosas, os elefantes usados como
tanques de guerra pelos adversários indianos...
Pouco
tempo depois, ao atingir o rio Hifásis, atual Bias, suas tropas, exaustas por
enfrentar a indomável natureza da região, se amotinaram.
326
Alexandre e seu exército descem o Indo, conquistando os
povos ferozes que encontram no caminho.
Durante a
batalha contra os Mallians, uma flecha perfurou o pulmão de Alexandre e
enfureceu tanto as tropas que elas entraram na cidade massacrando todos.
Alexandre
passa quatro dias à beira da morte 325 Chegam à costa do oceano Índico. Enquanto uma parte do seu exército voltou, explorando o desconhecido mar, o grande soberano marchou ao longo da costa em direção à pátria atravessando o deserto de Gedrósia e a Carmânia. Nessa caminhada forçada milhares de seus comandados morreram. Em 324 a.C. Alexandre retornou a Persépolis e a Susa. Celebra-se aí o casamento de Alexandre com Estatira ou Statira, filha de Dario. Seus oficiais e 10 mil soldados gregos casaram-se, no mesmo dia, com mulheres persas. Já na Babilonia, durante uma festa, o grande conquistador foi acometido por uma febre desconhecida que nenhum de seus médicos soube curar.
Mapa
das conquistas de Alexandre
No
início de 1995, a arqueóloga grega Liana Souvaltzi anunciou ter encontrado nas
imediações de Siwa uma sepultura em estilo macedônio, que afirmou ser de
Alexandre. A identificação teria sido possível graças a três tabletes de
pedra com inscrições, achados no local. Segundo ela, um dos tabletes teria
sido escrito por Ptolomeu I, homem de confiança de Alexandre, e precursor da
dinastia ptolemaica no Egito que deu origem a famosa Cleópatra VII, e confirmaria uma lenda segundo a qual o conquistador morrera
envenenado. Logo em seguida, o anúncio foi desmentido por uma equipe de
especialistas do governo grego, liderada pelo secretário-geral do Ministério
da Cultura da Grécia, George Thomas, que visitou o local e afirmou ter
Alexandre
não conseguiria tamanha façanha se não tivesse o apoio de um exército de
homens devotados, especialmente o seu exército de engenheiros. Como enfrentaria
exércitos superiores em número, sem a construção de catapultas e aríetes, e
como calcularia o ângulo e a distância dos arremessos das balistas para atingirem os alvos
com precisão? Como o rei Macedônio construiria navios para enfrentar seus
inimigos vindo do mar ou explorar rios selvagens?
Sem a determinação dos engenheiros, Alexandre e seu exército de homens e
cavalos não teriam como transpor rios largos para prosseguir sua
marcha. Será que conseguiria, sem a criatividade dos
soldados projetistas, que tiveram a idéia de usar sacos de couro flutuantes,
cheios de ar e palha, para sustentarem troncos de madeira amarrados um no outro
e assim formar balsas?
Será que sem os cálculos dos engenheiros militares saberia quantos desses
sacos seriam necessários para obter uma ponte suficientemente resistente para passar
todo o exército com total segurança?
As respostas
estão
CATAPULTA
FALANGE A falange , criada por rei Filipe, com suas sarissas, (lanças de mais de 5 metros), era capaz de enfrentar tanto uma cavalaria pesada como choques frontais dos carros de combate do inimigo.
Torre com ariete na base usada para invadir cidades fortificadas
BALISTA Para se armar a balista era necessário puxar a corda para trás usando a engrenagem. Como uma gigantesca besta, conforme a corda era tensionada colocava-se um dardo de cabeça metálica ou com ponta incendiária e então disparava.
Veja AQUI um trecho do Livro Caio Zip em Alexandre na Índia
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p/Introdução
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