|
AGATHA
CHRISTIE

(1890-1976)
>> Uma vez, um estudante lhe escreveu,
solicitando dados biográficos para um trabalho escolar e ela
respondeu que o importante era o que estava escrito e não a vida de
quem escrevia, que lesse o livro e tirasse suas conclusões.
<<

Veja um TRECHO
DO LIVRO
CAIO ZIP EM:
EINSTEIN,
PICASSO, AGATHA e CHAPLIN
AQUI
JÁ À VENDA

Agatha Mary Clarissa Miller nasceu
em Torquay, Devonshire, Inglaterra, em 15 de setembro de 1890.
Seu pai era Frederick Alvah
Miller, rico americano, corretor da bolsa, e sua mãe era Clara
Bohemer, aristocrata inglesa.
Cresceu
no
período em que reinava a Rainha vitória. Torquay havia, na época,
se transformado em uma área de domicílios da nobreza latifundiária.
Isso explica por que muitos livros da escritora são ambientados em
casas de campo.
Era característico da época que só os meninos freqüentassem a
escola; as filhas aprendiam em casa aos cuidados de uma preceptora. A
mãe de Agatha não era uma mulher que seguisse convenções e mandou
Madge, a filha mais velha, para a escola.
A
pequena futura rainha do crime, ou dama do mistério, se antecipando a
esse período, aos quatro anos de idade, já lia sozinha um livro de
estórias; menina curiosa, cultivava o hábito de perguntar a babá o
que era toda palavra que via em qualquer lugar que fosse, como por
exemplo, na fachada de um armazém. Memorizava as palavras,
tornando-se capaz de ler frases sem conhecer as letras. Das frases,
ela passou para os livros, tornando-se uma leitora voraz desde muito
cedo.
Agatha estudou
piano desde a infância e não frequentou a escola. A influência
maior em seu estudo, além de seus pais, foram sua ama-seca, sua irmã
mais velha Margaret Frary Miller (Madge), seu irmão Louis Montant
Miller (Monty) e seus avós.
Seu pai ajudou nos primeiros passos na matéria que se tornou a mais
adorada, a matemática.
Gostava de
comer
maçãs, especialmente quando estava na banheira criando histórias.
Brincava, principalmente com seu cachorrinho Tony e também possuía
amigos invisíveis. Fazia coleção com macaquinhos de pelúcia que
comprava na Feira anual. Nadava em mar aberto, principalmente em dias
de tempestade. Andava a cavalo. Jogava tênis, mas não levava jeito.
Participava de aulas de dança. No inverno, quando não era temporada
de concerto no Princess Pier, aproveitava para andar de patins com os
amigos.
Agatha
perdeu o pai aos doze anos. Foi um período difícil. Os
meses que antecederam a sua morte foram caracterizados por problemas
financeiros e por problemas de saúde da mãe.
Teve aulas de canto, em Paris, 1906, na adolescência. Nessas ocasiões
em que viajavam por um longo período, para obterem uma boa soma de
dinheiro alugavam a grande e amada casa chamada Ashfield.
Chegou a apresentar-se em um concerto, sonhava ser cantora de ópera,
mas o seu talento para a música não compunha uma harmonia com sua
personalidade tímida
Ao
retornarem à Inglaterra, a saúde de sua mãe se agravou e foi
recomendado pelo médico da família que ela fosse para um lugar mais
seco do que a cidade praiana de Torquay. Novamente alugaram a casa e
Agatha e a mãe passaram 3 meses no Cairo. Essa temporada, num lugar
que era muito frequentado por famílias inglesas, provocou uma súbita
mudança na tímida jovem, pois ela passou a ir a muitos bailes.
Começou
a escrever
sob a influência de sua mãe, que a incentivou a
criar um conto, enquanto Agatha estava com um forte resfriado e de
cama. A jovem filha chegou a duvidar de sua capacidade, mas conseguiu
com o incentivo da mãe. Continuou escrevendo encorajada por Eden
Phillpotts, um teatrólogo amigo da família e vizinho. Quando já
estava famosa, disse que durante muitos anos se divertiu escrevendo
histórias melancólicas em que a maioria dos personagens morria
Durante
a Primeira Guerra Mundial, Agatha prestou serviço voluntário
como enfermeira no hospital de Torquay, onde ganharia uma
familiaridade com venenos que no futuro lhe seria muito valiosa.
Conheceu o coronel Archibald
Christie da Royal Flying Corps com quem se casou após a guerra,
depois de anos de namoro à distância; passou a se chamar Agatha
Christie.
A primeira e única filha nasceria cinco anos, Rosalind.
A
escritora inglesa costumava ler muitas histórias de detetive, como as
de Sherlock Holmes e de autores como Edgar Alan Poe e Gaston Leroux.
Com isso, improvisava mistérios com sua irmã Madge.
Escreveu seu primeiro romance policial, "O Misterioso
caso Styles", como resultado de um desafio lançado pela irmã
que disse que ela seria incapaz de escrever um romance policial. Ao
que parece, a irmã falou por falar, mas ela levou a sério. Essa obra
foi publicada em 1920, depois de ter sido recusada por meia dúzia de
editores.
Em
1926, após uma média de um livro por ano, escreveu sua obra-prima. O
Assassinato de Roger Ackroyd foi o primeiro de seus livros a ser
publicado pela editora Collins e marcou o início de um relacionamento
autor-editora que durou 50 anos e 70 livros. O Assassinato de Roger
Ackroyd também foi o primeiro dos livros a ser dramatizado –
sob o nome de Álibi – e a fazer sucesso na West End de
Londres.
A vida de Agatha sofreu uma
reviravolta com a morte de sua mãe em 1926. Ela viajou para o
campo junto com sua filha e o marido permaneceu em Londres.
Nessa época, o marido a abandonou, deixando-a desnorteada.
Consta que ela desapareceu por um período,
vindo a ser encontrada em um hotel, registrada sob o nome da amante do
marido, Tessa Neele, tomada por um curto período de amnésia.
Manteve o sobrenome do marido,
pois já era uma marca em seus livros. Escreveu doze peças, uma
numerosa coleção de contos e mais de sessenta romances policiais. A
peça que alcançou maior sucesso foi “A ratoeira”
(derivada do conto – “Três ratos cegos” - da própria
autora); em Londres, ficou em cartaz, por mais de vinte e três anos.
Também fez 19 peças e seis romances
escritos sob o nome de Mary Westmacott.
Muitos
anos depois casou-se de novo, desta vez com um professor de
arqueologia, Max Mallowan, mais de dez anos mais novo do que ela.
Acompanhou o marido em expedições arqueológicas e escreveu
narrativas de viagens com seu nome de casada, Agatha Christie
Mallowan. Alguns romances policiais também se derivam dessas expedições,
como: “A morte no Nilo”, “Morte na Mesopotâmia”, “Encontro
com a morte” e “A morte vem no fim”.
Em suas histórias policiais, os crimes são solucionados
através da psicologia comportamental.
Para isso, criou o detetive belga Hercule
Poirot, inspirado num vizinho, um personagem de baixa estatura,
cabelos pretos e com um bigode muito bem cuidado. Ele tem como
companheiro o capitão Hastings.
Na hora de resolver os casos,
sempre evoca seu raciocínio aguçado e fala nas "pequeninas células
cinzentas do cérebro".
Outro dos detetives de
Agatha é Miss Jane Marple, caricatura da mulher inglesa, bastante
idosa e que vive no campo em St. Mary Mead. Está sempre perto por
mera casualidade de lugares onde ocorrem crimes e, através de
paralelos psicológicos com pessoas de St Mary Mead, vai chegando ao
criminoso, estando sempre à frente da polícia.
Os livros de Agatha Christie apresentam
pistas com um rigor matemático que deixam o suspense ainda mais
elaborado.
São como um quebra-cabeça a ser
montado, juntando-se as diversas pistas que aparecem no decorrer do
livro, e nem sempre é fácil distinguir uma pista de uma casualidade.
A autora uma vez revelou que começa seus livros pelo assassinato.
Estuda a forma que foi cometido e os motivos; depois espalha pistas
falsas e verdadeiras. Nas suas histórias policiais, a autora já fez
as coisas mais inesperadas, como matar todos os personagens, fazer de
todos os suspeitos participantes do assassinato e o assassino ser
ninguém mais que o narrador.
Agatha morreu
em
sua casa, em Wallingford, Berkshire, no dia 12 de janeiro de 1976. Em
uma cerimônia privada, foi enterrada no cemitério da Igreja de St.
Mary, em Cholsey, Berkshire

Desde
1920, foram feitas mais de um bilhão de cópias. Seus livros foram
traduzidos para várias línguas, sendo que Agatha é a segunda autora mais
traduzida, depois da Bíblia.
(Baseado
no livro de autobiografia editado pela Nova Fronteira)
CLIQUE
NA FIGURA
|